Unidades de Saúde vão priorizar atendimento da Covid-19

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Desde a última quarta-feira, 9 de dezembro, as unidades de saúde do Município de Jales passaram a separar os atendimentos de pacientes suspeitos de estarem acometidos pela Covid-19 dos pacientes comuns. A medida é apenas uma das mudanças feitas pela Secretaria de Saúde a pedido dos profissionais que atuam na área e foi noticiada em entrevista pela secretária Maria Aparecida Moreira à rádio Antena 102.  

Segundo ela, enfermeiros e médicos fizeram esse pedido em reunião realizada na semana passada e ratificada na última terça-feira, 8.

“O que eles colocaram é que está ficando muito difícil conciliar todos os atendimentos num mesmo período porque para atendimento aos suspeitos da Covid, os profissionais precisam estar paramentados adequadamente e precisam usar uma entrada exclusiva para evitar o contato entre pessoas contaminadas e pessoas não contaminadas, para não promover mais contaminação. Como está aumentando muito o número de suspeita, isso já está gerando um grande problema nas unidades, então a proposta é que voltemos ao que era feito na fase do início da pandemia, priorizando o atendimento da Covid-19 e deixando um momento específico para os outros atendimentos, seja num dia da semana ou num horário específico”.

A secretária frisou que as unidades de saúde vão priorizar o atendimento da doença e sugeriu que as pessoas que precisem de outros atendimentos evitem buscar os ESFs “para problemas mais simples que podem ser resolvidos de outra forma”. 

“Nesse momento a prioridade é para a Covid, tendo em vista que se não cuidarmos dos pacientes na fase inicial, podemos ter casos graves que podem ir para UTI e até chegar a óbito, portanto acolher o paciente nos primeiros dias e fundamental. Ele não pode chegar na unidade e não conseguir ser atendido porque a unidade está abarrotada de outros atendimentos que poderiam esperar. Pedimos a compreensão da população porque as unidades vão ser reorganizadas para priorizar esses casos de Covid”, disse.

Segundo ela, as equipes específicas de combate à Covid-19 estão mantidas, mas precisariam ser reforçadas com mais médicos, enfermeiros, farmacêuticos e outros profissionais e apenas mais uma médica foi contratada recentemente para fazer o monitoramento de casos suspeitos e positivos para evitar o agravamento do estado de saúde deles.

FESTAS DE FIM DE ANO

A secretária também disse que as festas de fim de ano, com aumento das aglomerações, circulação de pessoas e redução nos cuidados de prevenção, podem aumentar a proliferação do vírus e o número de casos em janeiro. 

“Esse fluxo que aumenta consideravelmente nas festas é um momento propício para situações que podem provocar a disseminação da doença. É preciso que todos mantenham os cuidados, como a higiene das mãos, evitar aglomerações e não podem abolir o uso da máscara de forma nenhuma. Precisamos pensar nos acamados, nos idosos, nos deficientes que às vezes, nem saem de casa, mas são contaminados por quem freqüenta lugares com muita aglomeração e sem cuidados. Todos precisamos colaborar porque 67 óbitos é muito triste”.  

 

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