Tiago Abra cobra demissão de secretário indiciado pela PF

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Citando a matéria do Jornal A Tribuna, que noticiou o indiciamento do secretário da Fazenda, Tiago Abra pede que ele deixe a pasta

Como o jornal A Tribuna adiantou na edição passada, um dos assuntos mais discutidos da Sessão Ordinária realizada pela Câmara Municipal na segunda, dia 11, foram as investigações da Polícia Federal nas contas da Prefeitura de Jales. Até agora, a PF realizou duas operações (Farra no Tesouro 1 e 2), que resultaram na prisão de seis pessoas e indiciamento de oito. Entre os indiciados estão empresários e servidores públicos, concursados e comissionados.

A PF ainda não divulgou números do rombo descoberto na segunda operação, mas especula-se que, somadas, as duas operações tenham descoberto desvios que podem ultrapassar R$ 10 milhões. Desses, quase R$ 7 milhões foram descobertos somente na primeira. Na última quarta-feira, a Justiça Estadual autorizou o leilão das três lojas pertencentes à família da ex-tesoureira. O objetivo é ressarcir parte do prejuízo causado à população.

Nota distribuída à imprensa no dia da segunda operação, afirma que a contratação de seguros da frota dos veículos do município era feita de forma suspeita e pode ter causado grande prejuízo à Prefeitura de Jales, principalmente a partir de 2015.

“Para se ter uma idéia, em 2007, o valor pago anualmente pela Prefeitura, por conta da contratação de seguros era de R$ 10 mil por ano. Esse valor teve um crescimento substancial a partir de 2010, chegando a pagamentos de mais de R$ 1 milhão em 2017 e 2018, primeiros anos de mandato do prefeito Flávio Prandi Franco (DEM). O período é o mesmo em que a Secretaria de Fazenda é comandada pelo secretário, indiciado por peculato culposo pela Polícia Federal.

MORALMENTE

IMPEDIDO

Com a edição do jornal que noticiou o indiciamento do secretário em mãos, Tiago questionou a falta de igualdade no tratamento dos envolvidos. “O ex-contador foi afastado de suas funções. O chefe de gabinete da Secretaria de Fazenda foi afastado pelo Ministério Público, não foi pelo prefeito, nem pela Polícia Federal, foi a pedido do Ministério Público. Mas o chefe dele, o secretário, foi indiciado e continua trabalhando normalmente como se nada tivesse acontecido. Que transparência é essa?”

Se referindo diretamente aos motivos que provocaram o seu indiciamento, o vereador levantou dúvidas sobre a sua capacidade de acompanhamento sobre o que acontece na pasta.

“O secretário está sendo indiciado porque foi negligente. Ele não viu o que estava acontecendo. Então, se ele não viu naquele momento, ele vai ver agora? É um cara super bacana, muito educado, mas tem que ser demitido. Ele assina o Orçamento do Município e todos os pagamentos, inclusive os que foram levantados na Farra no Tesouro 2. Ele assinou e não viu os desvios? É moralmente impossível gerir o Orçamento Municipal indiciado num caso dessas proporções”, disse o vereador.

As declarações foram feitas durante a discussão do Requerimento 24/2019, no qual o vereador Luiz Henrique Viotto, o Macetão (Progressistas), faz uma série de questionamentos ao prefeito Flávio Prandi Franco (DEM) sobre quais medidas contra a corrupção a administração tomou depois da primeira fase da Operação Farra no Tesouro, no fim do primeiro semestre do ano passado. “Eu só estou perguntando se o prefeito tomou alguma providência. ‘Flá, você fez alguma coisa pra evitar que ocorra desvios de recursos?’ Em resumo, é isso que eu estou perguntando”.

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