Tempo de reformas

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O governo Temer busca prosseguir com reformas para o País, especialmente a reforma da Previdência e também a reforma política no Congresso Nacional, enquanto os trabalhos da Operação Lava Jato avançam, tendo ocorrido inclusive o primeiro depoimento de Lula como réu. Tudo isso marca um período de transição, pois somente depois das eleições presidenciais de 2018 é que o Brasil terá uma nova direção, para o enfrentamento dos desafios existentes. Mesmo assim, o governo Temer espera manter o mínimo de estabilidade econômica, pelo menos, para conter o desemprego e atrair novos investimentos. O fato de auxiliares próximos de Temer (inclusive ministros) estarem envolvidos com denúncias na Lava Jato, fragiliza o governo, principalmente no grau de confiança, pois não se sabe ainda as consequências e os efeitos na Lava Jato. De qualquer forma, espera-se que o Brasil seja passado a limpo, e que haja melhores condições morais no campo político.

A sociedade tem reagido em relação ‘a reforma da Previdência, com vários questionamentos, que expressam a preocupação com a perda de direitos sociais e trabalhistas. O aumento da idade mínima para aposentadoria aos 65 anos, é um dos pontos controversos, tendo em vista que há muitas profissões (como policiais, professores, etc.) cujo desgaste físico e emocional é grande, ainda mais numa sociedade altamente complexa como a nossa, de tão grandes exigências técnicas. Tal desgaste levaria a muitos não conseguirem chegar aos 65 anos em condições de usufruir uma boa aposentadoria. Muitos sequer conseguiriam se aposentar em condições favoráveis. Por isso há muita preocupação sobre esse tema, que deveria ser muito mais debatido, inclusive com a sociedade, antes das deliberações nesse sentido. Uma coisa é certa: as reformas têm que sair, inclusive a Previdenciária.

Mas é importante também que haja o debate, pois só assim fortaleceremos a democracia, que requer justamente a discussão de todas as questões, e a busca de consensos que permitam melhorias significativas. Esperamos que o governo consiga algum avanço nas reformas, do modo mais justo possível, para que o Brasil chegue às eleições de 2018 num contexto de melhor estabilidade, que permita vislumbrar perspectivas promissoras. É o que todos desejamos. 

 

*Valmor Bolan é Doutor em Sociologia e Especialista em Gestão Universitária pelo IGLU (Instituto de Gestão e Liderança Interamericano) da OUI (Organização Universitária Interamericana) com sede em Montreal, Canadá e Representa o Ensino Superior Particular na Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do Programa Universidade para Todos do MEC.”. 

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