Somos um estranho ímpar

010817091039.jpg
.

“Não pediram licença para me conhecer, e deram o direito de me julgar como incapaz”, citou uma jovem com câncer. Não apenas com diferenças étnicas isso acontece, mas também com classes sociais, opções sexuais, deficientes físicos e mentais, com pessoas baixas, obesas, magras demais, que possuem problemas de saúde e até mesmo por gostos e costumes.

Pergunto: o que precisamos ter para ser aceitos? Como precisamos ser? Qual é o preço da sociedade? Há padrão a seguir? E se eu não for assim? E se eu for e quiser ser diferente?

A 15ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que ocorreu 26 a 30 desse mês, teve a quantidade de autores e autoras negros, somada a 30% dos convidados. Dentre os destaques há Lima Barreto, autor de “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, o Jamaicano Marlon James, que venceu Man Booker Prize (um dos principais prêmios da literatura britânica e conhecido internacionalmente). Questiono: seria cota racial ou reconhecimento?

Em determinadas situações é como se nos sentíssemos em uma seleção natural, e migramos para o intelecto de muitos como “diferentes” ou “especiais”. É como se o mundo todo representasse as pessoas com pontinhos de luz branca, e a partir daquele momento alguns seriam identificados com outra cor.

Olhares questionam o jeito de ser e se comportar, até que duvidamos de nosso próprio potencial. Ótimo! Era o que o padrão social queria fazer com você. Acontece que ninguém é menos e pode ser julgado como inferior a alguém.

Já deve ter ouvido “se a vida lhe der um limão faça uma limonada”, “é com os tropeços que aprendemos a sair do chão”, “grandes batalhas são dadas a grandes guerreiros”. Não se sabe ao certo quando surgiram, mas ditados populares são expressões imutáveis criadas há anos, com valores morais, religiosos e filosóficos. Acredito que são como “a luz no fim do túnel” ou até mesmo uma crítica social que nos encoraja a sair do comodismo.

A vida é como uma maratona, se pensar muito você pode se perder, se ficar pode conquistar objetivos, sonhos, alegrias, diplomas, caso desista não se esqueça que as possibilidades foram deixadas para trás. No caminho as diferenças não nos acompanham, somos um estranho ímpar em meio aos labirintos. Como cita o psiquiatra Augusto Cury: “O sonho da igualdade só cresce no terreno do respeito pelas diferenças”.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

Parceiros

050315164829.jpg
050315165005.jpg
050315163746.jpg
050315172328.jpg
050315171824.jpg

Colunistas

Últimas Notícias

A Tribuna TV

Enquete

Para combater o mosquito que transmite Zika,Dengue e Chikungunya, os agentes de saúde devem ou não entrar nos locais com suspeita de foco mesmo sem a autorização do proprietário?



Resultados