Somente pacientes com sintomas serão testados pela Prefeitura

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A enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Ana Carolina Lima Amador

Apenas os pacientes que apresentarem sintomas de síndrome gripal poderão se submeter aos testes rápidos oferecidos pelo Município de Jales. A informação foi dada pela secretária de Saúde, Maria Aparecida Moreira Martins, e confirmada pela enfermeira da Vigilância epidemiológica, Ana Carolina Lima. 

Os 740 testes rápidos chegaram a Jales na quarta-feira e fazem parte da primeira de três remessas que serão fornecidas para o município nas próximas semanas. 

Segundo a secretária, são testes que detectam se o paciente possui anticorpos ao vírus que são desenvolvidos nos pacientes que já contraíram o vírus. O material será mantido na Secretaria e só seria disponibilizado para os ESFs (Postinhos de Saúde) conforme a demanda. 

“Para ser eficiente, nós precisamos realizar o teste no oitavo dia de sintomas e quem vai indicar o teste será o médico. Então se o paciente passou por uma Unidade Básica de Saúde e já está com mais de oito dias de sintomas, o médico vai solicitar o teste”. 

O paciente será mantido dentro da UBS até que a Secretaria de Saúde envie um servidor para realizar o teste, sem que o paciente saia do local. “O paciente vai aguarda na unidade e ali mesmo vamos fazer o teste”, explicou.

Entretanto, segundo a enfermeira Ana Carolina Lima Amador, que atua no combate ao vírus na Vigilância Epidemiológica do município, somente os pacientes que realmente apresentarem os sintomas da Covid-19 é que terão direito ao teste. “Precisamos ressaltar que todos precisam ser sintomáticos, estar passando por um quadro de síndrome gripal, que geralmente é acompanhado de febre ou algum sintoma decorrente da febre mais algum sintoma de gripe. Ele vai ser avaliado pelo médico e estará sempre sendo acompanhado e monitorado por uma equipe de enfermagem”. 

Profissionais de saúde, seus parentes, agentes de segurança pública, idosos e pessoas com doenças crônicas terão direito ao teste, mas ainda assim somente se apresentarem sintomas ou diante de avaliação médica, que também pode ser feita através de hemograma. 

Em caso de resultado positivo, os familiares também serão monitorados. “Se o paciente é positivo, nós precisamos monitorar a família como um todo. Não necessariamente isolar ou testar todos os familiares, mas vamos acompanhar. Caso se torne sintomático, aí vamos partir para outro passo”

Ao jornal A Tribuna, a enfermeira reafirmou que a chegada dos testes rápidos vai diminuir o tempo do exame, mas possivelmente vai aumentar o número de casos positivos, já que haverá mais pessoas testadas e os exames não ficarão restritos aos laboratórios particulares ou ao Instituto Adolfo Lutz. “Talvez agora a gente vá testar um pouco mais porque abriu um leque para essa testagem. Agora entraram outras pessoas. Não vai ficar só nos profissionais da saúde e nos pacientes internados. A gente vai conseguir o resultado mais precoce. O resultado sai em dez minutos e o paciente nem precisa sair da frente do enfermeiro e fica esperando ali mesmo na salinha”, disse.

CONTÁGIO

O teste rápido distribuído aos municípios, e ao qual Jales teve acesso, possui um período de testagem diferente do teste do tipo RT-PCR (sigla em inglês para “reação em cadeia da polimerase em tempo real”) que consiste na coleta de secreções do nariz e garganta e é analisado pelo Instituto Adolfo Lutz. 

Enquanto os que são levados para o IAL precisam ser feitos no paciente entre o terceiro e o sétimo dia de sintomas, os testes rápidos analisam se o paciente desenvolveu anticorpos e só podem ser realizados depois do oitavo dia do surgimento dos sintomas. Se for feito antes, o teste pode apresentar um “falso negativo”, pois o paciente ainda não possui os anticorpos.    

 

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