Se depender da Unijales, teremos um curso de medicina em Jales, afirma mantenedor

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Júnior Soler e Sílvio Lofego, respectivamente mantenedor e vice-reitor da Unijales, participaram do InteriorCast na última quarta-feira, 13

Depois da conquista e da consolidação do curso de direito, o Centro Universitário de Jales – Unijales, almeja conquistar novos cursos sobre os quais a instituição não tem autonomia de implantação, como psicologia e medicina. Para isso, já está reivindicando autorização do Governo Federal. A expectativa é que sejam conquistados em curto e médio prazos. O curso de psicologia é considerado mais fácil porque exige estrutura menor que o de medicina.  

“Se tivermos oportunidade, com certeza vamos pedir, sim. Com certeza, se depender da gente a Unijales terá, sim, um curso de medicina”, disse o mantenedor do Centro, Oswaldo Soler Júnior, durante entrevista ao Interior Cast, na quarta-feira, 13 de outubro. “É claro que vamos precisar de apoio da Prefeitura, de todo mundo unido porque é uma conquista para cidade, em benefício da cidade”, acrescentou. 

As solicitações para novos cursos de medicina, porém, só estarão abertas a partir de 2023 e aprovação depende de vários fatores. Júnior acredita que a estrutura hospitalar jalesense, com vários hospitais e clínicas, e a ampla rede rodoviária, são pontos favoráveis para Jales. “A partir daí, tudo são etapas que tem que ser cumpridas. Nossa estrutura médica é maravilhosa. Isso não tem igual nessa região. Quando vem a comissão do MEC eu faço um tour, mostro a Santa Casa, mostro o AME, que são apenas trinta e poucos AMEs só no Estado de São Paulo e nós temos que ter orgulho de falar que temos AME em Jales. Aí eu mostro o Hospital de Amor, então quer dizer, quanto à estrutura médica, isso aí, com certeza, nós estamos na frente de todo mundo. Então eu falo o seguinte: nós temos as condições. Agora tem que esperar o MEC para ver que vai acontecer”.

Soler explicou que um centro universitário tem autonomia para instalar qualquer curso, menos os de direito, medicina, odontologia e psicologia. Sobre esse último, o mantenedor contou que já está em contato com o governo para implantar uma turma em Jales. 

“Estamos com curso de psicologia parado lá em Brasília. Eu telefono pra lá todo dia. O cara já até conhece a minha voz. E a resposta é que está tudo parado. O MEC está fechado agora e não atende mais ninguém. Essa é uma vantagem de sermos centro universitário. Podemos implantar outros cursos”, disse. 

BACHARELADO X LICENCIATURA

Tradicionalmente uma faculdade com ênfase em cursos de licenciatura, ou seja, formação de professores, a antiga Faficle (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Jales), posteriormente transformada em FAI-Jales (Faculdades Integradas de Jales) há muito passou a oferecer cursos de bacharelado, como farmácia, biomedicina, educação física, serviço social e outros. 

Porém, a dicotomia entre as duas modalidades de graduação continua. Para o mantenedor, a preferência dos estudantes varia com o tempo e atualmente, os cursos de bacharelado são os mais procurados.  

“Atualmente, bacharelado é o mais procurado, mas eu acho que vai faltar professor como eu bem disse, mas isso aí volta. Já tivemos época em que o curso de letras ter duzentos e poucos alunos com seis turmas, o curso de arte ter 200 alunos, mas depois a procura caiu. Está faltando professor e não tem professor desempregado”. 

O vice-reitor, Sílvo Lofego, que também participou do programa, disse que os vestibulandos, quando perguntados, sempre respondem que não querem ser professores. “Há muitos anos eu trabalho na divulgação do vestibular e toda vez que a gente pergunta, faz uma enquete com o pessoal do 3º ano do ensino médio, sobre o que eles querem para o futuro, a resposta que todos tem na ponta da língua é ‘Deus me livre’. Aí eu paro para pensar: qual é o motivo? O salário não é o ideal, mas não é tão ruim, é melhor do que muitos. Isso é uma pena”.

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