Sakashita diz que eleitor demonstrou preferir candidato próximo

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Delegado Sakashita: “Não recebi nenhuma ajuda do partido, nenhum centavo de fundo partidário”

Merecedor de 3.063 votos para deputado estadual e terceiro mais votado em Jales, o delegado Edson Sakashita (PHS) disse ao Jornal A Tribuna que sem eleger deputado estadual, Jales “continuará sem prestígio e recebendo o que sobra de outras regiões”.

Novato na política, ele preferiu não apontar culpados pela sua baixa votação e pelo insucesso das candidaturas locais, mas declarou que jamais imaginou que os políticos locais “apoiariam expressamente candidatos sabidamente de outra região”.

Segundo suas palavras, a expectativa original era de alcançar o dobro dos votos que conseguiu, mas “força do poder econômico dos demais candidatos” derrubou essa expectativa. Ele disse que não recebeu qualquer dinheiro do partido nem do fundo partidário. Leia a entrevista do candidato na íntegra:

Como foi a experiência de participar pela primeira vez de uma eleição? O senhor acha que o aprendizado foi positivo?

Resposta: Experiência muito isolada, mas bastante proveitoso para meu crescimento pessoal, notadamente por compreender melhor as pessoas e o quanto elas ainda carecem de informações ligadas à cidadania.     

O senhor andou bastante por Jales e pelas cidades da região. Houve algum momento de tensão? Algum eleitor o recebeu mal?

Resposta: Andei bastante mesmo.  Abordei e conversei com inúmeras pessoas.  Algumas “caras feias” por conta da descrença da classe política logo eram revertidas assim que tomava o abordado conhecimento de que eu era o candidato e que ali estava desprovido de qualquer assessoria.  E daí começava aquele bate papo......   

Os votos que o senhor obteve em Jales – 3.063 – estão dentro da expectativa que a sua campanha tinha? E os 6.999 votos no estado, não ficaram abaixo do esperado?

Resposta: Reconheço que ficou abaixo da expectativa inicialmente prevista. Pensei no dobro disso, mas logo percebi que a força do poder econômico dos demais candidatos derrubaria qualquer estimativa inicial. Lembro que não recebi nenhuma ajuda do partido, nenhum centavo de fundo partidário.   

O outro candidato local – Luiz Henrique Moreira – reclamou da falta de apoio de políticos locais, como o prefeito Flá e o vice Garça. O senhor também acha que eles deveriam ter apoiado os candidatos da cidade?

Resposta: Entrei sabendo que não poderia contar com apoio expresso de qualquer político de carreira. Invariavelmente tem eles previamente parcerias estabelecidas. Lógico que também não imaginava que apoiariam expressamente candidatos sabidamente de outra região.   

Depois do que as urnas mostraram nestas eleições, o senhor ainda acha que Jales poderá, no futuro, eleger um deputado da cidade?

Resposta: Nenhuma dúvida acerca dessa possibilidade, já que a região demonstrou que está disposta a eleger alguém de perto. Com pequenos ajustes no que toca à formatação da chapa isso será uma realidade em 2022.    

Na sua avaliação, o que leva os eleitores a votar em candidatos como Janaína Paschoal e Artur “Mamãe Falei”, que nem sabem onde fica Jales?

Resposta: Certamente exposição na mídia. Tanto na mídia convencional como o caso da jurista Janaína Paschoal (professora que tem minha admiração), que permaneceu por longo período, no processo de impeachment de Dilma Rousseff, exposta na televisão aberta e fechada. Como na mídia digital que foi o caso do youtuber Artur “Mamãe Falei” (vou procurar saber quem é).

A região de Rio Preto, que inclui Jales, perdeu seis dos oito representantes que tinha na Assembleia Legislativa, reelegendo apenas o Itamar Borges e o Carlão Pignatari. Na sua opinião, isso trará prejuízos para a região nos próximos quatro anos?

Resposta: Prejuízo maior para a região de Rio Preto. Jales continuará do mesmo jeito como sempre foi nos últimos anos, leia-se, sem prestígio e recebendo o que sobra de outras regiões.

O senhor fez uma dobradinha com o candidato a deputado federal Luiz Flávio Gomes, que obteve 690 votos em Jales. O senhor avalia que ele foi bem votado?

Resposta: Não tenho dúvida que teve ele uma performance acima do esperado. A posição de sexto mais votado na cidade ganha relevância quando analisado com o valor investido. A eleição do professor Luiz Flávio Gomes traz muita esperança de um início de novas ideias no Congresso Nacional, tanto que já o cumprimentei em São Paulo, pessoalmente, na segunda-feira, pós eleição.   

Qual o recado que o senhor gostaria de mandar aos eleitores de Jales e região?

Resposta: De gratidão a todos que me ouviram, acreditaram e votaram no Delegado Sakashita. E dizer que nossa campanha serviu para mostrar que na política também é lugar de gente do bem. Não tenha medo de manifestar seu pensamento e assumir posicionamento, mesmo porque o único comportamento que os corruptos desejam de nós do bem é o nosso silêncio. Enquanto cidadão, fiz a minha parte em 2018. Em 2020 e 2022, pode ser qualquer um de vocês.

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