Riva se defende: “Estão tentando me atingir politicamente”

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Preocupado com uma possível repercussão negativa do envolvimento do seu nome na Comissão Especial de Inquérito (CEI) aberta na Câmara Municipal para apurar denúncias de irregularidades na construção das 99 casas do Conjunto Habitacional Honório Amadeu, o ex-vereador Rivelino Rodrigues procurou espontaneamente o jornal A Tribuna na manhã da última quinta-feira, 10 de setembro, para dar esclarecimentos sobre o caso. 

Uma semana antes, os engenheiros Almeraldo Del Pino e Antônio Marcos Miranda, responsáveis pela construção das casas, confirmaram em depoimento à CEI das Casinhas que construíram uma casa no Jardim Big Plaza para o ex-vereador, a pedido do sobrinho dele, o ex-vereador  Rivail Rodrigues Júnior.

Riva disse que não foi exatamente assim que aconteceu. A casa realmente foi construída pela empresa dos dois depoentes, mas não somente a pedido do seu sobrinho e também por sugestão dele mesmo.

“Eu aluguei dois caminhões, um basculante e um pipa, para a construtora realizar serviços de preparação do terreno onde estavam começando a construir o conjunto. Só que com o tempo, a CDHU começou a atrasar os pagamentos à empresa e ela ficou descapitalizada e não conseguiu me pagar pelo aluguel. Foi então que eu sugeri que eles construíssem uma casa em um terreno que eu já tinha. Eu fiz essa proposta a eles e ao meu sobrinho. Assim eles o fizeram durante um pouco mais de um ano. Usaram material e mão de obra deles para saldar a dívida que tinham com a minha empresa”.

Riva apresentou diversos documentos que comprovariam que toda a transação foi regular e registrada. Entre eles, o contrato datado de 30 de abril de 2015, a sua declaração de Imposto de Renda do exercício de 2015, a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), a aprovação na Prefeitura e o registro do número.

Já em 2017, como ele ficou sabendo que o sobrinho estava trabalhando para a construtora, o procurou para que intermediasse o término da obra com os empreiteiros. 

“A casa foi construída para saldar uma dívida que eles tinham comigo. O valor do contrato é de R$ 94.228,00 e consta do meu Imposto de Renda, então eu não tenho nada de irregular, não foi nada desviado. O que houve foi o uso do dinheiro da construtora na construção”.    

       ATAQUES PESSOAIS

Rivelino debitou as suspeitas levantadas sobre o seu nome a um suposto interesse na vaga de candidato a vice-prefeito nas eleições de novembro. Para ele, os antigos companheiros do prefeito Flávio Prandi Franco estariam tentando desqualificá-lo para reivindicar a vaga.  

“A intenção disso tudo, desse imbróglio estar envolvendo o meu nome, e não podia ser diferente, é me atingir politicamente. Eu fiquei afastado da vida pública por oito anos e agora estou voltando e tenho a satisfação de dizer que o meu nome soa muito bem, inclusive com números de pesquisa. Mas depois que o Flá desistiu da candidatura, começou o ataque contra mim para me desmoralizar porque eu tenho uma proximidade grande com o Luis Henrique com grande possibilidade de estarmos juntos no pleito eleitoral”, afirmou.

“Essas forças estranhas estão agindo para me desmoralizar a tentar emplacar um outro nome para vice. Mas eu sou mais forte e tenho tudo muito bem documentado”, completou.  

O professor relatou que pediu, por e-mail e pessoalmente através de protocolo, para depor na CEI das Casinhas o mais rápido possível para esclarecer os fatos.

“Meu nome foi, continua sendo e sempre será, um nome limpo de alguém que entrou e saiu da política pela porta da frente e com a cabeça erguida e assim quero retornar, da mesma forma que sempre foi na minha vida”. 

 

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