Primos atropelam e matam homem que agrediu pais da ex-namorada

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A dupla de primos levou os policiais até o canavial onde haviam enterrado o corpo de Célio José da Silva

 

Graças à denúncia anônima de uma testemunha que viu o momento em que a caminhonete Triton L-200 prata atropelou e matou Célio José da Silva, de 34 anos, por volta do meio-dia de sexta-feira, 5 de janeiro, a Polícia Civil conseguiu identificar os dois ocupantes do veículo. A vítima foi jogada na carroceria da pick-up e seu corpo foi enterrado num canavial no córrego Comprido, em Urânia. A caminhonete foi levada para uma oficina de funilaria para reparos e passou por perícia. Os danos servirão de prova no inquérito.

Os dois acusados têm 31 anos, são primos e moram em Urânia. Eles foram ouvidos pelo delegado Nilton Cangussú e liberados para responder em liberdade pelos crimes de homicídio doloso qualificado e ocultação de cadáver. A conclusão do inquérito será feita pelo delegado Sebastião Biazi que não pretende pedir a prisão preventiva dos dois. “Eles são trabalhadores e têm residência fixa”, justificou. Se condenados, os primos podem pegar até 30 anos de cadeia.

O CRIME

De acordo com as investigações da polícia corroboradas pelo depoimento dos acusados, no dia 3 de janeiro, Célio, que era natural de Carneirinho-MG e morava em Urânia havia apenas alguns meses, foi até a casa da ex-namorada, a açougueira P.C., de 29 anos, mas como não a encontrou, invadiu o imóvel e agrediu os pais dela, que já são idosos. A mãe recebeu um soco no olho e ficou com um hematoma. A família garante que Célio não queria reatar o romance, mas apenas matar a moça. Ela teria fugido de carro logo que percebeu a sua chegada. O casal começou o namoro em abril de 2017.

A agressão despertou medo e ódio nos familiares. Foi então que um irmão e um primo da moça resolveram se vingar.

Por volta de meio-dia de 5 de janeiro, eles encontraram Célio na Estrada da Uva e não titubearam em atropelá-lo. Inclusive passando com o veículo sobre a vítima. Depois disso, pegaram o corpo, jogaram na carroceria e levaram até um canavial no Córrego Comprido, onde o enterraram.

Uma testemunha, porém, presenciou o crime e passou a descrição da pick-up à polícia, que fez buscas e localizou o veículo numa oficina de funilaria. A partir daí, foi fácil chegar ao proprietário, que confessou a autoria e levou os policiais até o local da desova. Célio já estava em decomposição, mas foi identificado com o auxilio de uma tatuagem que tinha no peito.

Em entrevista, Biazi negou que Célio fosse egresso do sistema prisional de Minas Gerais, mas confirmou que sobre ele pesava uma queixa por violência doméstica.

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