Prefeitura não cumpre acordo e viação Jauense ameaça parar

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Viação Jauense ameaça suspender transporte de passageiros, causando grande transtorno à população que depende exclusivamente do transporte coletivo

A Auto Viação Jauense, empresa concessionária do transporte de passageiros na cidade de Jales está cobrando uma divida de pouco mais de R$ 100 mil da prefeitura. O valor corresponde, segundo a empresa, ao subsídio de 50% das passagens dos meses de setembro e outubro deste ano, ao reajuste de R$0,50 da tarifa e ao reajuste desse subsídio. Atualmente, apesar de constar de um acordo assinado entre a Jauense e a prefeitura, em 10 de julho, nada disso foi pago até agora. A tarifa subiria para R$ 3,00 e o subsídio pago pela prefeitura subiria de R$ 15 mil para R$ 22 mil aproximadamente.

Ofício alertando para o risco de interrupção total ou parcial dos serviços foi enviado pela empresa à Câmara Municipal de Jales. A comunicação resultou num Requerimento (pedido de informações) do vereador Tiago Abra, mas a propositura só entrará na pauta da Sessão Ordinária do dia 11.

No documento, ao qual o jornal A Tribuna teve acesso, a Jauense afirma que diante da falta de pagamento, a situação se tornou insustentável e se a dívida não for saldada, a empresa poderá faltar com o pagamento dos seus fornecedores de combustível, causando “um colapso no sistema de transporte coletivo de Jales (...), ocasionando a interrupção total ou parcial dos serviços e provocando grande transtorno à população que depende exclusivamente do transporte coletivo”.

NOVA LICITAÇÃO

A prefeitura não nega a dívida, mas afirma que a empresa não cumpriu parte do acordo fechado em julho. “Entre as cláusulas que deveriam ter sido cumpridas estão construir dez pontos de ônibus (só fizeram um), implantar acessibilidade na frota (apenas um tem o equipamento) e manter veículos com menos de dez anos de idade. “Fizemos a vistoria nesta sexta-feira e constatamos que há um ônibus com nove anos e um com 15 anos”, disse o secretário de Planejamento e Trânsito Nilton Suetugo.   

Segundo o secretário, o atraso está dentro do prazo contratual, que é de até três meses. O valor cobrado pela empresa também não está correto. “Ele está cobrando o reajuste dede janeiro, mas, na reunião, não fechamos nenhuma data e o assunto está com o nosso Jurídico e só pode entrar em vigor depois que aprovado pela câmara”.

Por fim, Niltinho garantiu que a população não ficará sem transporte coletivo. “Estou bem tranquilo quanto a isso, mas se ele quiser parar, a gente pode contratar outra empresa emergencialmente”.   

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