Prefeitura faz aceiro em terreno ao lado do Bosque e manda cobrar do dono

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Pá carregadeira da Prefeitura de Jales durante a realização de aceiro no terreno de propriedade particular ao lado do Bosque

A Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente de Jales decidiu não esperar mais pelas providências do proprietário do terreno que fica ao lado do Bosque Municipal e, na última quinta-feira, 7 de maio, fez o aceiro na divisa entre o terreno e o bosque. A medida foi determinada pela própria secretária Silvia Andreu Avalhaneda Pigari, que acompanhou o serviço executado por uma pá carregadeira do município.

No dia anterior, Silvia notificou o dono do terreno, Carlos Roberto Soares, que também é proprietário de uma escola técnica profissionalizante em Jales. Carlos também esteve no local observando o serviço no começo da tarde de quinta-feira. 

“Recebemos a informação de que o gado que ele mantém no terreno tinha rompido o alambrado do bosque e estava comendo as plantas que fazem parte da barreira verde que erguemos no aceiro, dentro do bosque. Conversei com ele pessoalmente e avisei que faríamos o serviço dentro do terreno dele, mas ele vai ter que pagar os custos. Inclusive vai ter que reparar o alambrado”, disse a secretária. 

A secretária contou que ao constatar que o gado estava invadindo o bosque, entrou em contato com o empresário, que foi ao local e acionou o dono do gado para retirá-lo da área pública. “O seu Carlos disse que pretende manter o mato dentro do seu terreno numa altura baixa porque no ano que vem pretende lotear o terreno”.  

A falta do aceiro é apontada como um dos motivos da rápida propagação do fogo durante o incêndio que devastou mais da metade do Bosque Municipal, em setembro do ano passado. O fogo começou próximo a um ponto de consumo de drogas no terreno do empresário invadido pelos drogados (entre a Primeira Igreja Batista e o Bosque) e não encontrou dificuldades para invadir a reserva, devastando cerca de 70% da sua vegetação.   

Silvia justificou a medida extrema pela proximidade do período de estiagem, que deixa o mato seco e suscetível a queimadas e incêndios. “Não podemos permitir que aconteça o mesmo que no ano passado e fizemos o aceiro dentro do bosque por isso. Só que do outro lado da cerca também precisa ser feito e não podemos mais esperar”.

Segundo a Embrapa, os aceiros são faixas sem vegetação ao longo das cercas das propriedades rurais. A finalidade é prevenir a passagem do fogo para área de vegetação, evitando-se queimadas ou incêndios.  Ele protege cercas, postes, balancins e arames. Os técnicos recomendam que sejam confeccionados ao longo de cercas divisórias, nas invernadas dentro da propriedade e nas divisórias de estradas rodoviárias. 

Para fazer o aceiro é necessário tirar a vegetação nos dois lados da cerca, e as faixas de terra devem medir entre 2 e 4 metros de largura, ou duas vezes e meia a altura da vegetação no local. 

NOVO INCÊNDIO

Silvia Avelhaneda disse que “ficou desesperada” com a notícia de que um novo incêndio tinha irrompido em um terreno que fica a poucos metros do local onde o incêndio do ano passado começou. Mais precisamente do outro lado da Avenida Francisco Jalles, a cerca de 50 metros do primeiro foco. 

O fogo, aparentemente proposital, queimou toda a vegetação de um terreno que fica do lado esquerdo do prolongamento da Avenida Francisco Jalles, ao lado da Vila União. 

Coincidentemente, o fogo começou no mesmo horário do incêndio que danificou o bosque no ano passado, perto das 13 horas. Dessa vez, os bombeiros foram mais eficientes. Eles atearam fogo de forma controlada no terreno para onde o fogo estava se deslocando e conseguiram apagá-lo. 

Segundo a Secretaria de comunicação, a Defesa Civil de Jales foi acionada por conta do incêndio e o coordenador do órgão, Paulo Correa, constatou que era necessário fazer a eliminação de braquiária que ainda persistia e providenciar o isolamento da mata, dentro do terreno particular. A Defesa Civil confirmou que o serviço exigia urgência por conta da proximidade do período de estiagem em baixa umidade do ar, quando a mata fica mais suscetível a incêndios e queimadas.

 

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