Prefeitura diz que precisa fazer sindicância para apurar quem assinava contratos com seguradoras

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A PF indiciou quatro pessoas e recolheu farto material, mas a Prefeitura diz que não sabe quem assinava os contratos

A Prefeitura de Jales informou que precisa instaurar uma Sindicância Interna para descobrir quem foram os responsáveis pelas assinaturas dos contratos firmados com companhias de seguro apontados como fraudulentos pela Polícia Federal. A informação consta da resposta ao Requerimento Legislativo 16/2019 que questiona a Administração sobre as medidas tomadas para apurar os fatos apontados pelas investigações. A lacônica resposta da Prefeitura ignora os resultados da operação Farra no Tesouro 2, que já indiciou quatro pessoas: o secretário municipal de Fazenda, o oficial administrativo que ocupava a chefia de gabinete da mesma pasta e acumulava o Setor de Licitação, um contador da Prefeitura e o corretor de seguros A.B.

De autoria dos vereadores Claudecir dos Santos, o Tupete (DEM), e Luiz Henrique Viotto, o Macetão (PP), mas aprovado por unanimidade, o requerimento perguntava ao prefeito municipal se além do servidor afastado, por ser o responsável pela contratação suspeita de seguro para os veículos da Prefeitura, quem mais assinava estes contratos; quem era o superior imediato do servidor e qual é a responsabilidade dele sobre os crimes; quem era o responsável pela fiscalização do setor onde foram realizados os contratos de seguro e se há outros servidores ou agentes públicos sendo investigados.

A resposta assinada pelo secretário de Administração, Francisco Melfi, com data de 13 de março dizia que até aquele momento a Prefeitura só decidiu investigar as responsabilidades depois que a Procuradoria Geral do Município recebeu o pedido de informações dos vereadores e recomendou a abertura de uma sindicância.     

“Até a presente data, a Prefeitura não instaurou Sindicância Interna para apurar os fatos. Tal Sindicância será aberta nos próximos dias. As demais indagações serão informadas tão apresentadas e esclarecidas pela sindicância”.

GAVETA

Além de não responder, a “resposta” da Prefeitura indica que se os vereadores quiserem saber os nomes dos responsáveis pelos contratos fraudulentos, precisarão recorrer ao Ministério Público ou à Polícia Federal. Há três semanas, o jornal A Tribuna revelou que o prefeito Flávio Prandi Franco (DEM) tinha se recusado a divulgar o resultado da primeira Sindicância Interna para apurar as responsabilidades relativas à primeira fase da mesma operação da PF. Segundo a coluna “Enfoque” deste jornal, o prefeito não leu o resultado da investigação e enviou para a procuradoria, onde o documento adormece.

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