Prefeitura diz que lancheiros não manifestaram interesse em permanecer na praça

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Destino dos lancheiros - durante e depois da reforma da praça - pode ser definido em reunião nos próximos dias

A Prefeitura de Jales informou que o prazo para os lancheiros estabelecidos temporariamente na praça Euphly Jalles terminou no dia 7 de julho e os comerciantes não manifestaram interesse em renovar o acordo para permanecer no local. “Os lancheiros assinaram um Termo de Permissão de uso que teve o prazo encerrado em 07/07/2019, entretanto, os mesmos não manifestaram interesse em renovação do instrumento, conforme consta na clausula 6ª do referido termo”.

A afirmação consta da resposta ao Requerimento nº122/2019 de autoria do vereador Adalberto de Oliveira Filho de 5 de agosto. No pedido de informações, “Chico do Cartório” perguntou ao prefeito se os lancheiros já foram notificados sobre a reforma da praça; qual destino será dado aos lancheiros durante o período da reforma e se já há algum acordo sobre o destino deles após a reforma.

O vereador justificou que a praça será reformada em breve e no local há vários lancheiros que retiram da atividade o sustento de suas famílias. Por isso, o vereador indagou se haveria algum acordo sobre o destino destes lancheiros após a reforma da praça.

Na resposta, a Prefeitura também informou, através da Secretaria Municipal de Esportes, Cultura e Turismo, que vai notificar os lancheiros assim que for contratada a empresa para a execução das obras.

Porém, ressalvou que o diretor de Desenvolvimento Turístico, Luiz Carlos Gonzaga, já contatou individualmente todos os lancheiros para explicar como deve ser executado o projeto.

“Embora os interessados não tenham procurado esta municipalidade, informamos que já ocorreu contato pessoal com cada um dos lancheiros, explicando parcialmente como será executado o projeto”.

Também foi definido que até setembro será realizada uma reunião geral entre os comerciantes e o município para definir os detalhes e direcionar os trabalhos.

Ao jornal, Luiz Gonzaga explicou que a reunião servirá para debater as opções, ou seja, se os comerciantes poderão permanecer no local durante a reforma e até onde ficarão depois da reforma. “O projeto diz que eles deveriam ficar voltados de frente para a Rua Doze e deverão criar um quiosque padronizado para cada um, mas isso ainda será discutido. O certo seria eles usarem um carrinho móvel para colocar a tirar todos os dias. Isso tudo eles estão estudando e vamos discutir na reunião”.

Outras mudanças serão a troca da jardinagem com substituição das árvores atuais, demolição dos banheiros atuais e construção de novos na face voltada para a Rua Onze.

A reportagem não conseguiu contato com os lancheiros e, ainda de acordo com o diretor de turismo, apenas três lancheiros estão cumprindo o compromisso de pagar a taxa mensal de R$ 276,00 e a manutenção dos banheiros está deixando a desejar. “Dos cinco, apenas três estão em dia com a obrigação deles. Um deles nunca pagou. Um acordo também previa que, depois da reforma dos banheiros, eles deveriam fazer a manutenção e a segurança, mas a Prefeitura não reformou e aquilo está um abandono”, disse o vereador.    

O autor do requerimento alertou que o destino dos lancheiros precisa ser definido antes da obra começar. Chico sugeriu que todos os lancheiros fossem retirados do local até o fim da reforma. “Depois poderiam até utilizar seus próprios trailers, mas se adequar com cores e padrão. Nesse momento, cada um arrumaria um lugar pra ficar”.

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