Prefeitura de Santa Fé confirma primeira morte por H1N1 em 2018

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Os secretários de Educação e Saúde, e a diretora da Visan, descartaram suspensão de aulas por enquanto

A Prefeitura de Santa Fé do Sul confirmou em Nota Oficial distribuída na manhã da última terça-feira, dia 8 de maio, a primeira morte por H1N1 na cidade este ano. A vítima era um homem de 27 anos, que estava internado em São José do Rio Preto desde 1º de maio, quando o seu quadro se desenvolveu para a Síndrome da Angústia Respiratória no Adulto (SARA), uma espécie de segunda fase, e mais grave, da gripe.

O rapaz chegou a ser atendido na Santa Casa de Santa Fé do Sul onde ficou internado e foi tratado com um respirador mecânico até ser transferido para Rio Preto onde permaneceu internado.

Ainda segundo a Prefeitura de Santa Fé, o homem já possuía doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), devido à condição física (cadeirante) era vulnerável à doença e o quadro clínico se agravou.

“O mesmo recebeu tratamento adequado, apresentando melhora do quadro, mas pela presença da doença previa pulmonar, no caso asma, apresentou pneumonia bacteriana, e uma insuficiência renal aguda onde veio a evoluir para óbito”.

A Secretaria da Saúde do Município emitiu uma nota na manhã de terça-feira chamando a atenção da população para evitar locais onde o vírus circule com mais facilidade, como ambientes fechados, por exemplo, e que aumentem as medidas de higiene.

“A Secretaria Municipal de Saúde solicita a toda população que mantenha os cuidados de higiene, já que a forma mais comum de transmissão da doença é de pessoa a pessoa, e que todos estejam atentos aos sinais da gripe, como tosse seca, febre alta, dores no corpo, cansaço e que se dirija a uma unidade de saúde ou UPA caso necessário”.

SUSPENSÃO DAS AULAS

Com a morte e o aumento dos casos, chegou-se a cogitar a suspensão das aulas, mas a medida foi descartada durante entrevista coletiva concedida na tarde de terça-feira por representantes da Saúde e Educação.

Segundo o secretário de Educação, Carlos Garcia, não há orientação para uma ação tão drástica. “O ambiente escolar é um local controlável e não há motivo de preocupação dos pais, nem para paralisação ou antecipação das férias escolares. Apenas solicitamos que a criança em estado gripal, não deve ser encaminhada para as unidades escolares”.

A responsável pela Vigilância Epidemiológica do Município, enfermeira Valeria Campoi, afirmou que o município está seguindo todos os protocolos do Ministério da Saúde e que até o momento não há exigência de adoção de medidas de cancelamento das aulas, eventos, cultos religiosos, mas “é  importante ressaltar os cuidados na prevenção, como higiene pessoal e em casos de sintomas da gripe como tosse, febre alta e dores no corpo, os pacientes devem procurar as unidades de saúde e a UPA – Unidade de Pronto Atendimento”, lembrou.

A secretária municipal da Saúde, Rosana Theodoro de Oliveira, enviou oficio especial a Secretaria de Estado da Saúde pedindo o envio de uma quantidade maior de doses da vacina.

Santa Fé do Sul tem aproximadamente 31 mil habitantes. Até agora foram vacinadas pouco mais de seis mil pessoas numa estimativa inicial de 10 mil integrantes dos grupos de riscos (idosos, profissionais da saúde, crianças, pacientes com doenças crônicas, grávidas e puérperas, professores, e trabalhadores da educação).

Segundo a Secretaria da Saúde atualmente há 34 casos notificados, 21 confirmados, sendo que um desses é de Santa Clara d’Oeste (bebê), 11 descartados e uma morte.

É a segunda morte em consequência da doença na região. São José do Rio Preto confirmou no dia 14 de abril a primeira morte do ano causada pela gripe H1N1. A vítima era uma mulher de 51 anos que apresentou os sintomas no início de abril. Bem como em Santa Fé do Sul, a Secretaria de Saúde daquele município informou que ela tinha problemas de saúde que contribuíram para o agravamento do estado de saúde.

Aparecida D´Oeste

Uma idosa de 83 anos, diagnosticada com o vírus H3N2, morreu nesta terça-feira, 9, em Aparecida d’Oeste. A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde do município.

Segundo informações obtidas pela reportagem do jornal A Tribuna, a morte foi provocada por uma síndrome respiratória aguda grave e teve complicações por conta do quadro de diabetes e insuficiência cardíaca.

Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde, o caso foi isolado, sem nenhuma outra notificação na cidade.

A H3N2 ou Influenza B tem sintomas parecidos com a H1N1, como febre alta e súbita, tosse, dor de garganta, dor no corpo, dor nas articulações e dor de cabeça. O tratamento deve envolver boa hidratação, repouso e uso do antiviral específico, prescrito pelo médico.

 

Alexandre Ribeiro/Ilson Colombo

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