Possível erradicação de árvores na praça Euphly Jalles provoca polêmica

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O Olices Lanches já está provisoriamente na lateral da Rua Onze

A advogada Alzira Mara, conhecida pela defesa de animais e do meio-ambiente, procurou a imprensa durante a semana que passou para manifestar o seu protesto contra a derrubada de árvores na praça Euphly Jalles. A reforma está orçada em R$ 1,5 milhão e prevê remodelamento total das laterais e dos estacionamentos, o que inclui derrubada das árvores nesses locais. A Prefeitura não nega, mas diz que poucas árvores serão derrubadas e outras espécies serão plantadas no lugar das erradicadas.

Segundo a advogada, um lancheiro com quem conversou disse a ela que a reforma incluiria a derrubada de cerca de 40 árvores em toda a extensão da praça. Alzira Mara prometeu fazer uma representação judicial contra os autores e executores do projeto, caso as árvores sejam realmente arrancadas, além de acionar o Conselho Superior do Ministério Público contra a suposta omissão do promotor do meio ambiente em Jales. 

Para a advogada, o plantio de outras árvores ornamentais no lugar das que forem arrancadas não recupera o dano ambiental. 

“Praças precisam de árvores gigantes, de grande porte, não de plantinhas domésticas ornamentais que fatalmente serão arrancadas pelos vândalos e usuários de drogas que fazem da praça seus dormitórios. Precisamos de oxigênio, ar puro e sombra, que essas árvores ornamentais pequenas não proporcionam. Para onde vão as andorinhas que frequentam aquelas árvores todos os dias?”, disse.

“Praças na Europa são intocáveis, apenas os jardineiros fazem a limpeza e manutenção diária. Não há reforma em patrimônios seculares ou existentes há décadas. Maringá e Curitiba são exemplares, as cidades mais arborizadas do Brasil, qualidade do ar excelente.  Há remédios para árvores doentes. Criticaram tanto administrações anteriores pelos cortes e podas  drásticas e querem fazer o mesmo. Jales não precisa de um Jardim Suspenso da Babilônia”, pontuou. 

Em entrevista radiofônica, a advogada afirmou estar esperançosa de que a Prefeitura de Jales desista da remoção das árvores. “Espero que esta administração tenha consciência e pudor de recuar e modificar este projeto não mais retirando as árvores. Espero que elas sejam preservadas. Não vou permitir que nenhuma seja derrubada”, concluiu.

 

REMOÇÃO MÍNIMA

Em um vídeo publicado no site da Prefeitura, os secretários Silvia Avelhaneda (Agricultura e Meio Ambiente) e Nilton Suetugo (Planejamento, Desenvolvimento Econômico e Mobilidade Urbana) confirmaram a retirada de árvores da praça durante a reforma. Porém, garantem que serão poucas árvores e não todas. Silvia ratificou a promessa durante entrevista concedida na manhã desta sexta-feira, 6 de março.    

“Essa erradicação completa das árvores não acontecerá. No projeto inicial não há e não haverá essa erradicação na nossa reforma. A nossa prioridade, como secretária de Meio Ambiente é preservar todas as espécies que a gente puder. Caso não seja possível, teremos que fazer algum corte, mas são cortes mínimos. Levantamos a quantidade de árvores que serão retiradas e não vai passar de 10 unidades”.

“Além disso, depois da instalação da nova infraestrutura no fim da reforma, vamos fazer a reposição de outras árvores e com espécies adequadas ao local que trarão um embelezamento melhor para a nossa praça, que visualmente fica a desejar”, disse.    

Na mesma entrevista, o engenheiro agrônomo da Secretaria de Meio Ambiente, Tadeu Calvoso Paulon, adiantou que o projeto não será modificado, como sugeriu a advogada, e confirmou a estimativa sobre o número de árvores que serão erradicadas. “Na parte dos ônibus dos estudantes serão erradicadas em torno de três árvores e na parte dos lancheiros serão erradicadas menos do que dez árvores, como foi aprovado pela Secretaria de Turismo do Estado”.  

 

Remanejamento dos lancheiros

No vídeo publicado pela Prefeitura de Jales, o secretário Nilton Suetugo informa que a reforma está prestes a começar e que a ordem de serviço já foi assinada. A Prefeitura é a responsável pela demolição da estrutura atual e derrubada das árvores. Ao jornal A Tribuna, Niltinho explicou há algumas semanas, que as primeiras medidas são a remodelação do espaço onde fica o banheiro e de toda a margem da Rua Doze.

Logo após a adequação do espaço dos trailers e a recolocação dos comércios na margem da Rua Doze, a praça será totalmente cercada com tapumes de dois metros de altura e a reforma será efetivamente iniciada.  

Na semana que passou, o tradicional trailer do Olices Lanches, que está naquele local há mais de 30 anos, foi transportado para a margem da Rua Onze, onde deve permanecer até que o espaço seja readequado para alojar todos os cinco trailers que operam na praça atualmente.  

Olices teve que pagar do próprio bolso todo o serviço de munk, pedreiro e instalações hidráulica e elétrica. E vai ter que pagar novamente quando voltar ao local anterior. Ele foi o único estabelecimento que precisou ser removido por conta da proximidade com o banheiro, que será demolido, e da sua localização, onde as arvores serão derrubadas.

Niltinho também esclareceu que, por questões legais, não haverá padronização das lanchonetes, nem cessão de quiosques pela Prefeitura. Ou seja, qualquer modificação, transporte e instalação dos trailers será por conta dos comerciantes que deverão optar pela manutenção da estrutura atual ou não. A reforma vai construir apenas marcações onde os trailers ficarão estacionados. A disposição de cada uma das cinco lanchonetes nos espaços será feita de comum acordo ou por sorteio.  

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