Piscinas abandonadas em clubes aumentam risco de dengue

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Totalmente abandonada, piscina do Clube do Ipê acumula água e aumenta risco de dengue

Inativos há algum tempo, antigos clubes da cidade estão atualmente abandonados e causando preocupação à população dos seus arredores. Seja na questão da segurança, já que não possuem vigilância e contam com pouca ou nenhuma iluminação, podendo servir facilmente de abrigo para criminosos e usuários de drogas, seja na questão sanitária, com piscinas abandonadas e possíveis criadouros da dengue espalhados em suas dependências.

Especialmente em tempos epidêmicos de dengue, os antigos Clube dos Médicos e Clube do Ipê, no Jardim Oiti, têm causado preocupação. Em ambos, há piscinas com água acumulada e abarrotadas de microorganismos nocivos à saúde humana.

Na quarta-feira, dia 8, o vereador Deley Vieira (PPS) esteve no antigo Clube dos Médicos para verificar a veracidade de denúncias e reclamações feitas por moradores da área.

No local, ele encontrou duas piscinas sem uso e com água acumulada, que para ele, são “um prato cheio” para o mosquito da dengue e que a Prefeitura já deveria ter tomado providências para resolver a situação.

“A preocupação é com as duas piscinas que estão abertas e com água. Já há uma epidemia da doença na cidade. Queria saber por qual motivo a Secretaria de Saúde ainda não interveio no local. Vou providenciar um requerimento solicitando que o proprietário tome as medidas necessárias para evitar o acúmulo de água no local”, falou.

Também motivada por denúncias de leitores, a reportagem do jornal A Tribuna esteve no antigo Clube do Ipê, na tarde de quinta-feira, dia 9. A situação parece ser ainda pior. As piscinas estão desativadas há anos e as menores estão vazias, mas a piscina principal tem bastante água acumulada na parte mais funda, no lado mais próximo do trampolim. Aparentemente ninguém entra no local há muito tempo. As grades estão fechadas com arame ou corrente e cadeados.

Mas não é só na piscina que se pode ver a situação de flagrante desolação. No restante das dependências também há bastante abandono e depredação.  Vestiários e salões estão com vidros quebrados, assoalho danificado, paredes sujas e pichadas e mato em boa parte do terreno. Não havia ninguém no clube, que já foi um dos mais importantes do noroeste paulista durante a infância e adolescência de centenas de milhares de pessoas. Atualmente não é nem sombra do que foi.

    SEM RISCO DE DENGUE

A preocupação dos moradores é justificada. Os dois clubes estão localizados no Jardim Oiti, em plena Área 2, a mais crítica para a proliferação do mosquito Aedes Aegypti na cidade. O inseto é transmissor da dengue, zika e chikungunya. Naquela região da cidade o índice larvário apurado pelo Controle de Endemias, é de quase 4%, ou seja, quatro vezes maior que o sugerido como aceitável pelo Ministério da Saúde.

NÃO PREOCUPAM MUNICÍPIO

A coordenadora da Equipe Municipal de Combate às Endemias, de Jales, Vanessa Luzia da Silva Tonholi, explicou que os antigos clubes têm recebido atenção especial e não apresentam riscos e ressalvou que a maior preocupação é com pequenos criadouros domésticos. Na pesquisa sobre o índice larvário naquela região da cidade, os focos foram encontrados em pequenos recipientes.

“As pessoas focam muito nesses locais grandes porque têm grande visibilidade e, às vezes, esquecem daquela plantinha que está dentro do quintal. Como se tira um vaso de plantas de um morador? Como se tira um bebedouro de animal? Isso é de responsabilidade do morador”.

Segundo ela, as piscinas apresentam proliferação do Aedes. Ambas estão recebendo tratamento químico e biológico para evitar o surgimento de larvas. “Fazemos visitas, no mínimo, mensais, e não têm larvas. No Clube do Ipê jogamos peixinhos na piscina e no Clube dos Médicos jogamos larvicidas. No primeiro caso, notificamos a Vigilância Sanitária para verificar todo o terreno e não apenas a piscina. No segundo caso, enviamos uma notificação para o novo proprietário e estamos aguardando providências. São dois casos que precisam de limpeza, mas nenhum tem notificação de aedes, pelo menos até o momento”.            

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