PF estima incremento de R$2 milhões nas contas da Prefeitura

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PF estima que foram bloqueados mais de R$ 5 milhões em bens e valores nas duas fases da operação Farra no Tesouro

A Delegacia da Polícia Federal em Jales divulgou na tarde desta sexta-feira, 22 de março, um balanço dos resultados das duas fases da operação Farra no Tesouro deflagradas em 2018 e 2019 para investigar desfalques cometidos contra a Prefeitura de Jales.

Segundo o relatório, as investigações confirmaram que os golpes aplicados pela ex-tesoureira Érica Cristina Carpi resultaram em um rombo de R$ 7 milhões. O valor deve ser ainda maior, visto que as conferências ainda continuam.

Até agora pelo menos R$ 5 milhões em bens e valores foram recuperados, apreendidos ou bloqueados do grupo comandado por Érica. Destaque para uma empresária do ramo de estética que devolveu R$ 14 mil que tinham sido recebidos adiantados por serviços que seriam realizados pela sua empresa.

Além disso, uma das seguradoras envolvidas nos desfalques relativos à segunda fase já devolveu R$ 40 mil relativos a valores de impostos que foram indevidamente pagos pela Prefeitura na contratação destes seguros suspeitos.

A PF estima que a interrupção das ações delituosas da ex-tesoureira (que estava desviando todos os meses, em média R$ 200 mil do tesouro municipal) em conjunto com a cessação dos prejuízos causados pela atuação do corretor de seguros, resultarão em um incremento de aproximadamente R$ 2 milhões no orçamento anual do município, valor este que poderá ser investido em prol da sociedade jalesense.

Confira abaixo o relatório divulgado pela Polícia Federal

Operação Farra no

Tesouro - Fase 1

1º Uma empresária restituiu à PF, espontaneamente, mais de R$14.000,00 desviados da Prefeitura de Jales/SP, que foram recebidos antecipadamente para realização de procedimentos estéticos que seriam utilizados pela ex-tesoureira do município. O valor foi depositado em conta judicial e aguardará decisão da Justiça Estadual de Jales sobre o destino dos recursos restituídos;

2º A Justiça Estadual de Jales decidiu este mês que no prazo máximo de sessenta dias deverá ser realizado leilão público de três lojas que foram interditadas e lacradas pela PF, que eram financiadas e mantidas com recursos desviados da Prefeitura de Jales e estavam registradas em nome do marido da ex-tesoureira. Os leilões contemplarão o ponto comercial, estrutura e estoque das lojas, com exceção dos prédios, que são locados;

3º Na mesma decisão, a Justiça Estadual de Jales determinou que os seis veículos apreendidos na Operação (foto em anexo) serão cedidos para utilização da Prefeitura Municipal de Jales/SP;

4º A PF estima que pelo menos R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais) em bens e valores tenham sido apreendidos ou bloqueados dos réus na deflagração da Operação Farra no Tesouro (Fase 1). Outros bens bloqueados, que não integrarão o próximo leilão, permanecerão nesta condição aguardando futuras decisões da Justiça Estadual de Jales.

5º Até o momento, mais de R$ 7.000.000,00 (sete milhões) de reais em desvios de recursos públicos da Prefeitura de Jales/SP já foram confirmados. O cruzamento dos pagamentos foi realizado pela própria Prefeitura de Jales a pedido da PF. Estes desvios foram confirmados na emissão fraudulenta de cheques, pagamentos de boletos e transferências bancárias de contas do município realizadas pela ex-tesoureira entre os anos de 2014 a 2018. Este valor deve ser superado, pois ainda falta analisar pagamentos e transferências suspeitas dos anos de 2005 a 2013.

Operação Farra no

Tesouro - Fase 2

1º Uma das seguradoras utilizadas pelo corretor de seguros, que foi preso nesta fase da operação por comercializar seguros de veículos da Prefeitura de Jales/SP em desacordo com a lei, comunicou à Polícia Federal de Jales que já restituiu diretamente aos cofres municipais, espontaneamente, mais de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais) relativos a valores de impostos (IOF) que foram indevidamente pagos pela Prefeitura na contratação destes seguros suspeitos, assumindo integralmente o valor restituído.

2º Segundo o ofício dos advogados desta seguradora, o corretor teria burlado o sistema de informática da empresa para contratar os seguros sem licitação e, por esta razão, o próprio sistema cobrou, indevidamente, o imposto que agora foi restituído.

3º A seguradora também informou à PF que a referida corretora de seguros foi descredenciada e não poderá mais comercializar produtos da empresa por infringir regras do mercado securitário.

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