Pais reclamam das condições de creche que atende 110 crianças

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Entulhos nas calçadas e salas inacabadas são alguns dos problemas da creche

Um grupo de pais de crianças matriculadas na EMEI “Vera Lúcia Vilela”, que funciona no antigo prédio da Casa da Criança, procurou órgãos da imprensa local para reclamar da sujeira que tomava conta do local e das péssimas condições estruturais do próprio prédio da Creche. Segundo os pais, os arredores do terreno da creche – que atende cerca de 110 crianças – estava tomado por entulhos e pelo mato alto que poderiam colocar as crianças em risco. Com relação aos entulhos, a Prefeitura providenciou o recolhimento, depois que a reclamação foi repercutida pela imprensa. Já o mato alto, que toma as laterais e os fundos do prédio, continuava por lá até a sexta-feira à tarde, apesar de a Prefeitura estar pagando uma empresa terceirizada para cuidar da limpeza da cidade.


Mas os entulhos e o mato alto não foram os únicos temas das reclamações que chegaram à imprensa. As más condições do prédio e a falta de conforto oferecido às crianças também foram criticadas pelos pais das crianças que frequentam a creche. Segundo eles, alguns banheiros encontram-se inacabados, sem condições de serem utilizados, além de faltar salas para que as monitoras possam trocar as roupas das crianças. Não bastasse isso, a creche não dispõe de ar condicionado e, de outro lado, os ventiladores não funcionam bem. Outra reclamação diz respeito à falta de saída de emergência do prédio.


Secretaria diz ter conhecimento de problemas
A coordenadora de Ensino Infantil da Secretaria Municipal de Educação, Marisley Bercelli, afirmou que a pasta já tem conhecimento das condições ruins da creche “Vera Lúcia Vilela”, que começou a funcionar no prédio da Casa da Criança em abril de 2015, depois que a Prefeitura foi obrigada a fechar a creche do Jardim São Jorge, exatamente por conta de problemas no prédio. Segundo a coordenadora, a pasta da Educação encaminhou, desde o ano passado, um pedido à Secretaria de Obras, que, de seu lado, iniciou tratativas para uma reforma no prédio. Marisley confirmou, ainda, que “nós estamos precisando dessa reforma, até para podermos receber mais crianças”. Ela confirmou, também, que a antiga creche do Jardim São Jorge já foi reformada e sua reabertura só está dependendo da contratação de profissionais e da conclusão de licitações abertas para aquisição dos materiais necessários ao funcionamento da creche.


Secretário de Obras confirma reformas
O secretário municipal de Obras, Manoel Andreo de Aro, explicou que no ano passado, atendendo a uma recomendação do Ministério Público, a Prefeitura investiu cerca de R$ 80 mil em reformas no prédio da EMEI “Verá Lúcia Vilela”, para atender as exigências do Corpo de Bombeiros. “Na ocasião foram providenciadas algumas saídas de emergência, mas o dono do terreno ao lado da creche iniciou uma construção que nos obrigou a fechar uma das saídas de emergência. Apesar disso, a creche conta com a autorização dos bombeiros para funcionamento”. Manoel garantiu que uma nova saída de emergência será construída quando a Prefeitura iniciar a nova reforma que está sendo providenciada. “O prédio dessa creche pertence a um particular e está alugado para a Prefeitura. Em casos assim, para o município investir dinheiro público em um imóvel particular, são necessárias algumas precauções legais, mas acredito que em pouco tempo poderemos iniciar a reforma, que está orçada em R$ 160 mil”, disse Manoel. O jornal apurou que o prédio da creche pertence à empresa Além dos Sonhos Participações e o aluguel custa certa de R$ 5,8 mil por mês.

 

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