Operação do GAECO contra falsificação de agrotóxicos faz ações na região

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Em Palmeira d´Oeste o MP e a PM visitaram quatro endereços e apreenderam diversos documentos

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado-GAECO, com apoio da Polícia Militar e da Corregedoria da Polícia Civil, deflagrou na manhã da última quinta-feira, 5 de março, a ‘Operação Princípio Ativo’, com o objetivo de desmantelar ao menos três organizações criminosas responsáveis pela falsificação de agrotóxicos, bem como pela prática de crimes de lavagem de capitais, delitos de corrupção ativa e passiva e, ainda, falsidade ideológica em documentos público e particular.

Em Palmeira d’Oeste a Polícia Militar e o Ministério Público de Urânia vistoriou quatro endereços, cumprindo três mandados de busca e apreensão. Um quarto lugar foi vistoriado com consentimento da proprietária. Foram usadas duas viaturas de Força Tática e uma viatura usada no patrulhamento ostensivo naquela cidade.

Porém, o alvo das buscas não foi encontrado na cidade e só foi preso horas depois em Igarapava em mandado de prisão preventiva. 

No total, as diligências visaram o cumprimento de 160 mandados de busca e 35 mandados de prisão preventiva nas cidades de Igarapava, Buritizal, Ituverava, Franca, Cristais Paulista, Ribeirão Preto, Serrana, São José do Rio Preto e Monte Aprazível, além de outros locais situados nos Estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, com o emprego de aproximadamente 600 policiais militares, bem como de dezenas promotores de Justiça e servidores do Ministério Público.

A investigação culminou com o oferecimento de três denúncias pelo GAECO e já recebidas pelos juízos de Igarapava, sendo que, além das medidas de buscas e prisões, diversas outras já foram ou serão oportunamente deduzidas, tais como pedidos de sequestro de bens e medidas correlatas destinadas à recuperação dos prejuízos provocados pela atuação de referida organização criminosa, além da suspensão da atividade comercial de empresas utilizadas para lavagem de capitais.

A formatação e escalonamento dos grupos criminosos consiste em um trabalho complexo e extenso, sendo que a organização possui ao menos nove células interligadas, desde a chefia da organização, passando núcleos de financiadores, falsificadores e corretores, até o núcleo envolvendo agentes públicos, sendo esse último composto por um policial civil.

Foi possível determinar que, somente em 2018 e em relação a apenas duas empresas utilizadas pelo grupo, foram emitidas 808 notas fiscais falsas, cujos valores totais ultrapassam R$110 milhões. Ao longo dos anos, as organizações criminosas constituíram e utilizaram ao menos 51 pessoas jurídicas.

Durante as investigações apurou-se que as atividades criminosas inerentes à falsificação e contrabando de agrotóxicos causam, no cenário nacional, somando os impactos diretos e indiretos, prejuízos na casa de R$11,0 bilhões aos setores econômicos, R$3,2 bilhões em PIB, 39,7 mil postos de trabalho e R$1,4 bilhão em salários dos trabalhadores, fora o prejuízo direto a indústria de defensivos agrícolas de cerca de R$5,4 bilhões, vindo a impactar não só na saúde da população, como em toda a economia nacional, já que o setor da contratação representa de 10% a 20% do mercado legal no Brasil.

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