Obra inacabada vira ponto de usuários de drogas e desocupados

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Fezes humanas e vestígios de drogas são facilmente encontrados no prédio do novo Núcleo Central de Saúde, no Jardim Monterrey

 

Enquanto a Prefeitura de Jales não inaugura o futuro Núcleo Central de Saúde de Jales, construído na Rua João Mariano Freitas Filho, no Jardim Monterrey, os moradores dos arredores precisam redobrar a paciência. Sem nenhum obstáculo físico que o proteja de invasões, como um alambrado ou cerca, o prédio novinho em folha já está atraindo usuários de drogas e outros desocupados. 

Especialmente aos finais de semana, o prédio vira atrativo para quem quiser fumar crack, maconha e outras drogas, bem como fazer sexo ou suas necessidades fisiológicas. As fotos de fezes humanas e de latas usadas para queimar a droga não deixam dúvidas.

O local fica ao lado das escolas Jacira de Carvalho e Oswaldo Soler, que por enquanto estão inativas por conta da pandemia de Covid-19. 

A própria Prefeitura de Jales reconhece que o vandalismo não afeta somente o prédio do futuro Núcleo Central. Constantemente, a caixa d’água que fica nos fundos da Secretaria de Agricultura e da Cetesb, também ao lado da obra, passa horas transbordando água sem que ninguém tome providências. 

Diante da informação de que novamente a água jorrava descontroladamente do reservatório durante o fim de semana prolongado, a Secretaria de Comunicação informou que algum desconhecido abre o registro propositalmente para a caixa transbordar.  

Um vizinho do futuro núcleo disse ao jornal que desde que a obra começou, a vizinhança não tem mais sossego. A poeira levantada, a derrubada de árvores, o barulho constante de máquinas e homens trabalhando é difícil de suportar. Depois que a obra ficou pronta, a freqüência de usuários de drogas e desocupados também está levando medo aos vizinhos. “Pra sair de casa a gente tem que ficar de olho e quem tem família fica preocupado. Vai saber se um desses desocupados se droga e resolve invadir a nossa casa ou assaltar um de nós. Perdemos totalmente o sossego”.

E realmente, as perspectivas não são as mais otimistas. Os moradores temem que o grande fluxo de pacientes tire ainda mais o sossego do bairro que até pouco tempo era residencial. “Já imaginou a quantidade de pessoas e de carros que vão passar por aqui todos os dias desde as 5 ou 6 de manhã?”, questionou.

 

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