O passa a passo de Carille

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“E vocês da imprensa ficaram falando que a gente era a quarta força”, falava sem parar Fábio Carille após a conquista do 28º título Paulista do Corinthians. O tom de desabafo representa mais um grito de alívio, visto as tantas desconfianças e preconceitos que esse jovem treinador recebeu. “Inexperiente, “sem cacife”, “os boleiros vão deitar em cima dele”, entre outros abusos de discurso incompetente da imprensa geral.

Carille sabia, desde o começo, que os resultados são primordiais para poder continuar treinando um clube tão grande como o Corinthians. Os resultados, apenas. Em outros carnavais, o técnico já mostrava talento defensivo. Ele ajudava Tite a montar o esquema defensivo, o alinhamento e disciplina para compor as linhas de quatro jogadores. O ônibus estacionado na frente da área, em outras palavras.

Era o que ele tinha. Um time limitado tecnicamente tem de se proteger. Com um esquema bem sucedido defensivamente, o Corinthians sofria com criatividade no setor ofensivo. Os clássicos, partidas em que a equipe não se sentia muito obrigada em propor tanto jogo, os resultados foram excelentes.

Jogos com os times de menor expressão causaram dor de cabeça. Quem tinha que ser ofensivo era o Corinthians, mas não era exatamente sua vocação. Leo Jabá, Romero e outros jogadores que eram elogiados por grande disposição ao recompor, eram limitados na hora de produzir na frente. A derrota para o Santo André em casa já levantou grandes questionamentos para Carille. A quase eliminação precoce da Copa do Brasil pelo Brusque também fez a diretoria pensar bastante sobre o posto de treinador.

Aos poucos, o Corinthians foi juntando peças, se livrando de outras e formou uma equipe mais equilibrada. Livrou-se de Marlone e Guilherme, personagens que constantemente reclamavam das poucas chances. Rodriguinho assumiu papel de protagonista e Jadson, entrando em forma, começou a contribuir para a equipe. O questionado Jô virou o “Mister Clássico”. Mesmo sendo eliminado mais uma vez em casa, desta vez pela Copa do Brasil no confronto com o Internacional, a equipe manteve evolução gradual.

Mesmo após passar por cima da Ponte Preta e ser um campeão inquestionável, lembremos que o Campeonato Brasileiro é um torneio de patamar completamente diferente. É difícil dar uma prognóstico sobre o que vai acontecer com a equipe. O fato é que o Corinthians é uma equipe difícil de bater, mas um campeonato tão longo e com rivais tão melhores que o último, é difícil acreditar que um clube possa ser campeão com um elenco que não tenha tantas opções. 

“É legal receber elogios, mas vamos seguir do mesmo jeito, não importa se vocês colocarem a gente como favorito ao título brasileiro ou para rebaixamento”, termina a coletiva do título Paulista, adiantando resposta de questionamentos futuros.

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