O Brasil está à venda

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O Brasil é um país com mais de 200 milhões de habitantes. Trata-se de um mercado consumidor que desperta o interesse do “sistema”. Apesar da crise econômico-financeira dos últimos anos, se cerca de 30 milhões de brasileiros forem ao mercado para consumirem, estaremos diante de uma “ Argentina” comprando, consumindo etc.. Por esse motivo é que, apesar de tudo, o país não “quebrou”, nem vai falir. Diferente da Grécia ou de Portugal, países com baixa população, ou seja, sem mercado consumidor atrativo.

    Se o Brasil “quebrar”, “quebrarão” também o sistema financeiro, as multinacionais etc. aqui instaladas. Não há evidências disso. O que há é muito barulho para justificar a “doação” do Brasil para o “sistema”. Só que, para tanto, é preciso convencer a opinião pública.

    Foi isso que aconteceu, por exemplo, em 1964, quando houve a deposição de um Presidente da República legitimamente eleito para, no lugar dele, ser instalada a chamada ditadura militar. Na época era preciso estimular a insatisfação popular. E assim foi feito com a falta de gêneros alimentícios, filas de pessoas para comprar alimentos (cada semana faltava um gênero alimentício). Os grandes veículos de comunicação da época divulgavam fatos negativos e criavam outros, acarretando pânico na população, que passou a admitir a destituição do Presidente da República por meio de um golpe militar (quem não se lembra da “ marcha da família com Deus pela liberdade”?). O “sistema” não se deu nem ao trabalho de preparar um impeachment, nos termos da Constituição. Simplesmente decretou o golpe chamado de “revolução”. E o povo aceitou passivamente porque foi induzido a acreditar que seria o melhor para o país.

    Não se deve subestimar a capacidade da grande imprensa em manipular a opinião pública. Exemplo mais próximo de nós aconteceu com o direito de exibir jogos de futebol. Uma grande rede de TV do Brasil, para ter exclusividade na exibição de jogos da seleção brasileira e dos principais campeonatos, está sendo acusada de subornar (propina) os dirigentes da CBF, dos quais um está preso nos EUA e dois outros não podem viajar para o exterior porque contra eles há mandados de prisão para serem cumpridos pela Interpol. Se para o futebol há envolvimento da grande imprensa, imaginem para questões que envolvem bilhões de reais.

    Agora, pretendem “vender” a Eletrobras e o Correio. Já estão preparando a opinião pública para aceitar essa “malvadeza”. Quanto à Eletrobras estão plantando a insatisfação popular com um apagão aqui, outro lá e assim por diante (até parece que a Elektro, por ser privada, é mais eficiente do que a antiga CESP). Quanto ao Correio, sempre apontado como modelo de eficiência, estão sucateando a sua estrutura, com funcionários desestimulados pelos baixos salários e, ainda, com atrasos na entrega de correspondência e bens. A opinião pública, com uma visão imediatista, quer ser atendida, não se aprofundando na importância estratégica das referidas estatais. É preciso reagir porque estamos em evidente perigo de dano para o país.

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