Nos comércios autorizados a funcionar, movimento caiu cerca de 90%

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As lotéricas estão atendendo apenas dois clientes por vez, mas mesmo assim não tem filas

Nos restaurantes de Jales - que estão autorizados a funcionar, mas apenas no sistema delivery – é visível a queda na clientela e, pior, no faturamento. É o caso do Clube do Garfo, na Rua Onze, um dos mais movimentados da cidade. Segundo um dos sócios, as vendas caíram cerca de 90%. “Nós só estamos vendendo e entregando marmitas prontas, mas até isso diminuiu bastante. Eu acredito, no entanto, que isso é geral, pois até as farmácias estão reclamando de queda no movimento. Nosso prejuízo está sendo grande e eu espero que essa situação não perdure por muito tempo”, disse o comerciante. Ele afirmou que a maioria dos funcionários do restaurante está em férias. “Nós temos 10 funcionários e, atualmente, somente três estão trabalhando, mesmo assim, em sistema de revezamento. Os demais estão de férias. É o que nós podemos fazer para evitar demissões”, concluiu.


  Perto dali, na esquina das ruas Onze e Quatro, funciona outro restaurante, uma das sócias, Simone, disse que o último dia em que o restaurante esteve aberto ao público foi no domingo, 22. “Nós ficamos abertos no domingo, mas as mesas que, normalmente, ficam todas ocupadas, ficaram praticamente vazias. Ou seja, mesmo antes dos decretos do prefeito e do governador, a própria população já estava evitando sair de casa”. Simone confirmou que o restaurante estava funcionando apenas no sistema de entregas. “Estamos entregando por delivery, mas tem também aqueles clientes que vem buscar pessoalmente, mas, mesmo nessas modalidades, o movimento caiu bastante”.


  Simone explicou que apenas os quatro sócios do restaurante estavam trabalhando. “Nós temos cinco funcionários, mas com essa questão da epidemia, decidimos falar pra eles ficarem em casa, pois não queremos colocar ninguém em risco”, disse a sócia do restaurante. “Nós concluímos que apenas os sócios já seriam suficientes para atender aos pedidos de marmitas prontas. Estamos tomando todas as precauções e seguindo as orientações da vigilância sanitária, usando máscaras e lavando as mãos depois de cada entrega. E a gente percebe que as pessoas que vem até aqui para buscar suas refeições também estão se precavendo bastante. Acho que a grande maioria das pessoas está consciente de que é preciso ter muito cuidado com o vírus”, arrematou Simone.


A queda no movimento pode ser observada também nas bancas de revistas. Obrigadas a permanecer fechadas pelo decreto do prefeito Flá Prandi (DEM), as bancas foram autorizadas a abrir por um decreto do governador João Dória (PSDB). No centro da cidade, a Banca do Edu é a única que está abrindo suas portas diariamente, mesmo assim, em horário especial. “Na verdade, eu estou abrindo a banca porque eu recebo jornais diariamente e tem aquelas pessoas que estão acostumadas a comprar o jornal na banca, mas o movimento está muito fraco, tanto é que eu estou abrindo por volta das 8:30 horas e fechando às 13:00 horas, pois à tarde não aparece quase ninguém e as ruas ficam totalmente vazias”, disse Eduardo Antonio, dono da Banca do Edu. 


Segundo Eduardo, “o pessoal só tá comprando jornal e revistas de palavras cruzadas. Acho que é pra matar o tempo em casa”. Ele notou, ainda, uma mudança de hábitos. “Tem vindo muita gente jovem comprar o jornal ou as cruzadinhas, o que não é muito normal. Eles dizem que estão comprando para levar pros pais ou pros avós, o que demonstra que os idosos estão mesmo se precavendo”. Eduardo confirmou, também, a queda no movimento das farmácias. “Daqui da minha banca, eu posso observar o entra e sai de clientes das três farmácias aqui do centro. E o que eu posso dizer é que elas também estão com pouco movimento. A verdade é que, mesmo antes do prefeito decretar o fechamento do comércio, o movimento já tinha caído substancialmente”. 


Nas lotéricas, que também estão autorizadas a funcionar, o movimento é igualmente fraco. Na lotérica Talismã da Sorte - uma das duas únicas portas abertas no Terminal Rodoviário quase totalmente vazio – a ordem é deixar entrar apenas dois clientes por vez. Mesmo assim, não se vê a formação de filas na lotérica que, em alguns dias normais, chega a ter filas com mais de 30 pessoas. “Além das pessoas não estar circulando, tem muita gente achando que os sorteios da mega e da quina estão suspensos. Na verdade, o que está suspenso são apenas os sorteios dos bilhetes da loteria federal”, arriscou um dos dois clientes que aguardavam na fila.

 

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