Missão Univida recolhe donativos para entregar aos índios de Dourados

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O presidente da UNIVIDA e coordenador diocesano da Pastoral Universitária, padre Eduardo Lima, também é o idealizador das missões

Faltando aproximadamente dois meses e meio para o início da 7ª edição da Missão Univida (de 8 a 15 de julho), a organização da expedição está se dedicando à uma campanha de arrecadação de roupas, alimentos não perecíveis e produtos de higiene pessoal para entregar aos índios da reserva de Dourados-MS. Em todas as edições anteriores, um grande volume de donativos foi levado à reserva e aldeias próximas, por isso, os indígenas já aguardam pelas doações. Todas as instituições educacionais parceiras e os estudantes que participarão da missão conduzem a campanha em suas cidades de origem, como Urânia, Jales, Ilha Solteira, Lins, Araçatuba, São João da Boa Vista, mas qualquer cidadão pode contribuir. 

O presidente da Univida e coordenador diocesano da Pastoral Universitária, padre Eduardo Lima, que também é o idealizador das missões, disse que os cerca de 14 mil índios que moram na reserva e nos arredores sobrevivem em situação precária. Os 25 mil hectares da reserva se tornaram insuficientes para que possam produzir alimentos necessários á sua subsistência. 

“Na Reserva de Dourados há escassez de recursos naturais, falta de espaço, e a proximidade com a cidade leva a população a seguir outros meios para sobreviver, abandonando traços culturais, já que não conseguem mais sobreviver a partir de seus princípios tradicionais. Esses fatores têm levado os indígenas a mendigarem pela cidade. São poucos que conseguem colocação nas usinas de cana-de-açúcar, nas fazendas ou na própria cidade. Eles não conseguem produzir os alimentos necessários à sobrevivência da comunidade é uma ‘tragédia indígena’, consequência da pistolagem, homicídio, suicídio, desnutrição, alcoolismo, racismo, narcotráfico, desmatamento e falta de terra”.

A missão humanitária Univida fará a sua sétima incursão à Reserva Indígena de Dourados-MS, no período de 8 a 15 de julho, contando com a participação voluntária de 200 universitários e mais de 20 profissionais. São seis instituições parceiras, de Iturama-MG, Fernandópolis, Santa Fé do Sul, São João da Boa Vista, Lins e de Araçatuba, englobando o território geográfico de seis dioceses. 

O padre Eduardo ressalta que a missão Univida promove uma ação que envolve projetos de saúde, educação e busca da auto sustentação dos povos indígenas da Reserva de Dourados. “Neste acompanhamento solidário, nesta partilha, os universitários recebem muitos impulsos e podem refletir sobre como construir um mundo mais plural, justo e sustentável para todos”. 

O edital da 7ª Missão Univida foi publicado em fevereiro e deste então as atividades estão em ritmo constante. “A organização de um movimento voluntário desta envergadura requer trabalho quase interrupto entre uma missão e outra. São muitos aspectos a considerar”. 

Recentemente, o padre viajou a Dourados, a convite dos indígenas, para participar das comemorações do Dia do Índio. Na ocasião, reuniu-se com o poder público e as lideranças indígenas para acordar detalhes e definir o cronograma das atividades a serem desenvolvidas no período da missão. Simultaneamente, ele está visitando cada uma das instituições parceiras, realizando reuniões com direção, corpo docente e alunos participantes para acertar detalhes da organização, dos preparativos e da execução da missão. 

Para colaborar, basta entrar em contato pelos telefones (17) 3634-1256 ou (17) 99238-2990. Pelo e-mail contato@univida.org.br ou pelo Facebook/UNIVIDA. Para saber mias sobre a Missão Univida, basta visitar o site www.univida.org.br.

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