Mesmo com a pandemia, Jales já ganhou 414 novas empresas em 2020

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Família que investiu no estabelecimento há 40 dias já pretende dobrar o tamanho no mercado em breve

Mesmo em tempos difíceis, com a crise financeira e a crise sanitária causada pelo novo coronavírus, empresários de Jales resolveram apostar no potencial econômico da cidade em 2020.

De acordo com o Setor de Tributação da Prefeitura, de janeiro até agora, 414 novos CNPJs foram abertos no município. Isso não quer dizer que todos os empresários tenham montado um estabelecimento comercial, já que o dado reúne todos os tipos de CNPJ, desde MEIs e MEs, por exemplo, às S/As, mas muita gente não ficou só no papel.

O mercado da família de Bruno de Paula faz parte dessa estatística. De início, a ideia dele e da mulher, Suellen de Paula, era montar um restaurante, mas como Bruno já tinha prestado serviço em outro mercado da cidade, eles resolveram que estava na hora de apostar em um negócio que fazia falta no bairro onde moram. Assim nasceu o Dominus Supermercado, que fica na Vila Talma. 

“Trabalhando em um mercado eu percebi que é um dos únicos setores que continuaram com movimentação praticamente normal na pandemia, então, resolvemos investir. Com o retorno que tivemos nos 40 primeiros dias de atividade, decidimos dobrar o tamanho do mercado. Já alugamos um espaço do mesmo tamanho que estamos hoje e que fica nos fundos para a ampliação. Por enquanto, além dos produtos comuns em um mercado, temos feirinha - que é nosso carro chefe, boutique de roupas, lanchonete e um espaço de produtos eletrônicos. Só não vendemos bebidas alcoólicas. Com o aumento da estrutura, já estamos pensando em melhorar a oferta de produtos e em novidades para chamar a atenção dos clientes”, contou o casal.

O levantamento da Prefeitura, feito a pedido da Associação Comercial e Industrial de Jales, também mostrou que, além das 414 novas empresas, outras 176 foram fechadas na cidade do início do ano para cá. Mesmo assim, o saldo é positivo de 238 novos CNPJs. 

     “Os números mostram que o empresário jalesense continua acreditando na cidade, mesmo em meio a um cenário nunca visto antes. Para um ano com tantas notícias ruins, nos deixa ainda mais otimista saber que abrimos mais empresas do que fechamos. Isso aquece o mercado e aumenta a perspectiva de melhora da economia local”, analisa o presidente da ACIJ, Leandro Rocca.

Outro fator importante a ser considerado no cenário econômico da cidade é o de contratações e demissões. No primeiro semestre de 2020, Jales demitiu mais do que contratou. Na somatória dos dados divulgados pelo Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério da Economia, o município aparece com um saldo negativo de 222 vagas de trabalho. No entanto, o número é calculado com base apenas em registros na carteira.

O chefe de gabinete da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Jales, Wellington Lima Assunção, justificou que entre as 222 pessoas que aparecem como desempregadas no Caged, podem estar novos empresários que tenham aberto o próprio negócio. “Muitas pessoas que entram no índice do Caged, se tornam MEIs – Microempreendedores Individuais, ou seja, viram pessoa jurídica, então não quer dizer que todas elas estejam desempregadas. Elas podem estar inseridas no mercado como empresárias”, concluiu.

 

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