Marynilda e Jediel desfalcam o MDB e devem apoiar Luis Henrique

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A saída de Marynilda e Jediel vão forçar o MDB a buscar outro nome para ocupar a vaga de vice na chapa de Flá. Nome mais cotado é o de Clóvis Viola

A professora aposentada Marynilda Cavenaghi Nacca e o ex-vereador Jediel Zacarias acabam de assinar a ficha de desfiliação do MDB. Ela era a atual presidente do Diretório Municipal do partido, cargo que assumiu em substituição a ele. O motivo da saída de ambos é o mesmo. Não concordam com o apoio do partido à candidatura do prefeito Flá à reeleição.    


Ao jornal A Tribuna, Marynilda disse que sua saída foi amistosa e sem traumas e ressaltou que nunca foi presidente de fato do Diretório. “Quem manda no MDB é o Garça. Eu nunca fui presidente. O MDB quer se manter como vice do Flá e eu ele somos como água e óleo”.


Seu destino partidário ainda é incerto e a definição só deve vir na última semana de março, já que o prazo para mudança de partido vai até 5 de abril. Mas a professora, que já foi candidata a vereadora, garante que estará no time do empresário Luis Henrique Moreira (PSDB) durante as eleições municipais deste ano. “Estou colocando o meu nome à disposição para ser candidata a vice do Luis Henrique, mas posso ser candidata a vereadora, posso ajudar a coordenar a campanha dele, enfim, o importante pra mim é estar com o Luis Henrique”. 


Entre as legendas que podem receber a professora estão o PP, o PSD e o Podemos. “O Riva me chamou para conversarmos, o Kassab também demonstrou interesse no meu nome e tem o Podemos, que é um partido com grandes potencialidades. Vou estudar direitinho nestes dias porque eu quero escolher um partido onde eu me sinta bem e não seja ameaçada por ninguém”.


Com a mudança de Marynilda e Jediel e a iminente desistência de Chico do Cartório, que pode não se candidatar, o MDB pode perder uma quantidade significativa de votos e vai precisar reforçar os seus quadros de candidatos a vereador. Além disso, vai precisar buscar um nome forte para substituir o vice-prefeito Garça, que não deve ser mais candidato. A sua situação tem mais relação com o projeto político de Flá, que pretende ser candidato a deputado. Para isso, precisará renunciar ao cargo em 2022, se for reeleito este ano, dando lugar ao vice. 


Garça já declarou mais de uma vez que não pretende assumir a cadeira de prefeito, por isso, a manutenção de uma chapa que inclua o seu nome tem chances pequenas de se concretizar. Marynilda era considerada a candidata mais forte para assumir o posto, mas a sua saída traz outro complicador para o partido. Clóvis Viola, que foi vice-prefeito de Humberto Parini, passa a ser um dos nomes mais fortes para assumir o posto de vice de Flá. 


O jornal também ouviu Jediel Zacarias, que repetiu discurso parecido com o da professora. “Me desfiliei porque não concordo com a decisão de continuar apoiando o atual prefeito. Somente pretendo me candidatar a vereador e não quero confusão”.


Jediel disse que quer usar a sua experiência como conselheiro tutelar, vereador, presidente da câmara e até prefeito, “ajudar a população de Jales”.       

 
Seu destino também é incerto. Ele pretende esperar a definição definitiva do quadro, mas deve ser um dos reforços da chapa que vai apoiar Luis Henrique.  


“Quero abrir espaço para gente nova”, diz Garça
O vice-prefeito confirmou ao jornal A Tribuna que não pretende ser mais o candidato a vice-prefeito, mas quer que o MDB mantenha o cargo e indique um nome para substituí-lo. Ele negou, porém, que a sua desistência tenha relação com a sua profissão. “Não tem nada a ver com o cartório. Eu posso assumir, como já assumi durante as licenças do Flá. Basta eu pedir autorização ao juiz e não há impedimento legal. Eu é que não quero mesmo. Quero abrir espaço para gente nova e dar mais atenção à minha família”. 


Garça confirmou que o MDB estava preparando Marynilda Cavenaghi para ser a vice e que será necessário encontrar um terceiro nome. “O MDB indicaria ela, mas ela preferiu sair. O Clóvis é um bom nome. Tem know-how, bom nome de família e experiência de oito anos como vice   maise quatro como vereador”.    


Perguntado sobre a possibilidade de o vice-prefeito assumir a prefeitura em 2022, caso Flá deixe o cargo de prefeito para se candidatar a deputado, Garça disse que o ideal seria completar o segundo mandato, reforçar o seu nome na região e assumir um cargo em nível estadual em 2024, quando poderia se dedicar efetivamente à divulgação de sua candidatura. 


Em tom de brincadeira, o vice-prefeito confirmou que a possível renuncia de Flá é um dos motivos que o fazem pensar em não se candidatar. “Eu já não quero me candidatar agora. Se ele disser que quer ser candidato a prefeito e automaticamente ser candidato a deputado, aí que eu não quero ser vice de jeito nenhum”.

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