Jales pode ter programa modelo de câmeras de segurança

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Instalações do sistema de videomonitoramento do COI que reforçam a segurança em pontos estratégicos da cidade

Nos próximos meses, Jales pode se tornar sede de um programa modelo de vídeo-monitoramento em vias públicas. O projeto seria uma parceria entre a Prefeitura Municipal e a Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo), que poderia oferecer a sua tecnologia para outros municípios tomando como base o modelo implantado em Jales.

Nesta semana, uma comitiva jalesense formada por integrantes da Polícia Civil, Prefeitura e Conseg (Conselho de Segurança) esteve conhecendo as instalações da Prodesp em Taboão da Serra e conversando com a diretoria da companhia sobre a possível parceria. O grupo também conheceu o Data Center e outras soluções tecnológicas desenvolvidas pela empresa estatal.

A comitiva foi formada pelo delegado seccional de Polícia, Charles Wiston de Oliveira; o chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Planejamento, Desenvolvimento Econômico e Mobilidade Urbana, Wellington Lima Assunção; o presidente do CONSEG (Conselho Comunitário de Segurança) de Jales, Roberto Vieira Lima, e o agente policial Valdir Segantin.

Uma das ferramentas que podem ser adotadas no sistema jalesense é o Detecta, um sistema de segurança pública que reúne e correlaciona grande massa de informações em tempo real, cruzando as informações com bases de dados de órgãos de segurança. O sistema trabalha, ainda, com leituras de placas de veículos e faz reconhecimento facial.

O sistema de vídeo-monitoramento é uma proposta antiga da Polícia Civil, que atualmente usa câmeras particulares para obter imagens dos crimes e identificar os seus autores. O delegado seccional de Polícia Civil de Jales, Charles Wistom de Oliveira, explicou que estão relacionados 73 pontos onde as câmeras devem ser instaladas, principalmente, na área central da cidade, onde estão concentradas as agências bancárias e também nas entradas e saídas da cidade.

“O projeto tem plenas condições de vingar e agora temos que encontrar recursos financeiros Uma das opções é através do Conselho de Segurança do Estado, com quem eu conversei há uns dois anos”, disse.

O delegado frisou que os custos do projeto são bastante altos. Algumas câmeras custam entre R$ 7 mil e R$ 20 mil e os postes em torno de R$ 6 mil, fora todo o sistema central de monitoramento, data center, manutenção e funcionários.

Favorável à criação de uma Guarda Civil Municipal em Jales, Charles também cita as dificuldades especiais que o centro operacional de monitoramento demanda. Segundo ele, nem a Polícia Civil, nem a Militar possuem condições de assumir essa central.         

A visita da comitiva à Prodesp foi intermediada pelo chefe de gabinete da Secretaria de Planejamento, Desenvolvimento Econômico e Mobilidade Urbana, Wellington Assunção, que reconhece as dificuldades financeiras da implantação do sistema, mas enxerga uma alternativa concreta.

Segundo ele, a Prodesp tem intenções comerciais para o Detecta e a diretoria da companhia vê com bons olhos a possibilidade de usar a cidade como modelo para promoção do sistema.    

“O Detecta é um sistema que usa informações de diversos órgãos estaduais, como o Detran, as policias Militar e Civil e outros. Então não verifica somente placas de carros, mas tem até reconhecimento facial e capacidade de determinar os pontos por onde a pessoa passou. É um sistema bastante abrangente e completo”.

O projeto total está orçado em mais de R$ 1 milhão, mas Wellington acredita que a implantação gradual seja a solução. “Algumas câmeras e equipamentos são realmente muito caros, mas a nossa idéia é montar a central e algumas câmeras. Depois é questão de expandir”, disse.

Além da verba do Coordenadoria dos Conselhos de Segurança do Estado (sugestão do delegado seccional), Wellington avalia que podem ser usadas verbas das multas de trânsito, da Zona Azul e da Secretaria Nacional de Segurança, caminho usado pela Prefeitura de Indaiatuba. A operacionalização e monitoramento poderia ser feito pelos policiais militares contratados no sistema de atividade delegada, que promete ser implantada até o fim deste ano.

PROJETO PILOTO

Uma das alternativas consideradas mais viáveis é a implantação de um projeto piloto da Prodesp em Jales, usando o município como vitrine para a tecnologia do Detecta. A aquisição dos equipamentos através da companhia também teria custos menores. “A gente monta o piloto e a partir disso, eles começam a venda para o estado todo. Aqui já envolveria o sistema Detecta”, explicou.

Além da Prodesp, o grupo de jalesenses visitou o Centro de Operações e Inteligência (COI) da Guarda Civil Municipal de Indaiatuba-SP, que possui ferramentas digitais e equipamentos de última geração para monitoramento e fiscalização.

 

Câmeras serão usadas para combater os lixões clandestinos

 

Como o Detecta permite o reconhecimento facial e de placas de veículos, as câmeras seriam instaladas, não somente em áreas de circulação de pessoas, mas também em locais onde há descarte irregular de lixo.               

O presidente da Associação dos Engenheiros da Região de Jales, Fábio Andreo de Aro, afirma que o problema do lixo jogado em ruas, estradas e até em córregos é uma situação crítica e que precisa ser enfrentada, pois só aumenta. “As pessoas, muitas vezes, resolvem fazer faxina em casa e levam os materiais descartáveis, móveis velhos e outros objetos para esses locais indevidos. Esse despejo inadequado contribui para aumentar as doenças transmitidas por insetos que se alimentam desse lixo em vários pontos da cidade. A entidade conhece o problema e sabe bem das suas conseqüências, por isso faz um apelo à população para que respeite o meio ambiente. As campanhas não têm dado o resultado esperado e os agentes fiscais também não dão conta de combater esses abusos”.

Para o presidente, é preciso que haja algum tipo de monitoramento para que o infrator seja autuado. “É evidente que a colocação de câmeras deverá contribuir muito para a redução desse despejo irregular de lixo e entulhos em qualquer lugar. Quem faz isso sabe muito bem que poderá ser flagrado e autuado, pois existem leis municipais, estaduais e federais contra esse tipo de comportamento”.

Segundo o secretário de Planejamento e diretor da AERJ, Nilton Suetugo, o problema do despejo de lixo em locais proibidos é uma questão de educação da população, pois não existem condições de se manter fiscais em número suficiente para evitar esses abusos.

Na sua opinião, com o controle através do vídeo-monitoramento, certamente o volume de lixo jogado em locais inadequados será bastante reduzido, pois as câmeras estarão identificando quem jogou.

O engenheiro agrônomo, Tadeu Calvoso Paulon, responsável pelo setor de da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Meio Ambiente, explicou que existem várias iniciativas buscando reduzir o despejo de lixo e objetos em terrenos, beira de estradas e até em córregos, mas os resultados não têm sido satisfatórios, pois muitas pessoas não estão preocupadas com esse tipo de infração.

“O trabalho de conscientização é permanente, mas Tadeu também acredita que as campanhas pouco resolvem. O que precisa é de mais fiscalização e monitoramento, envolvendo a Prefeitura, Polícia Ambiental e outros órgãos. A população também pode colaborar anotando ou tirando fotos das placas dos veículos despejando lixo e detritos em locais inadequados e mandar para a fiscalização”.

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