Jales já tem mais de 550 casos positivos de dengue em 2020

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Segundo Vanessa Tonholi, os casos de dengue acontecem em todos os bairros da cidade

Os municípios da microrregião de Jales contabilizam, até o momento, mais de 1.000 casos confirmados de dengue, de acordo com os dados mais recentes da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. Apesar de ter população com menos de 10 mil habitantes, os números da cidade de Urânia merecem atenção. Das quase 400 notificações, 326 foram confirmadas. Todas as ocorrências foram locais, ou seja, ninguém foi infectado pelo vírus fora do município.


A cidade de Pontalinda também entra em estado de alerta. Entre os 169 casos notificados, 165 foram confirmados e, proporcionalmente, é o segundo município com maior número de ocorrências da microrregião. De acordo com o último Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, em todo o estado de São Paulo foram 19 mortes em decorrência da dengue em 2020. Entre os quatro sorotipos da doença, os tipos 1 e 2 foram os mais frequentes.


Município mais populoso da microrregião, Jales entrou em quadro de epidemia em fevereiro e já registra 553 casos de dengue confirmados até o momento, dos quais 520 autóctones e 33 importados. No total, Jales tem 678 notificações, das quais pelo menos 77 foram consideradas negativas. Desde fevereiro, quando foi decretada a epidemia, a Secretaria Municipal de Saúde deixou de enviar os exames para o Instituto Adolfo Lutz. “Quando a cidade entra em epidemia, a Saúde passa a utilizar o critério clínico e epidemiológico para determinar se o caso é positivo ou negativo. Se a pessoa mora em uma área com muitos casos e apresenta os sintomas clássicos, já é considerado positivo. No momento, aqui em Jales, a dengue está em todos os bairros”, explicou Vanessa Luzia Tonholi, responsável pela divulgação de medidas de combate à dengue. 


Vanessa confirmou, ainda, que, em março, a Secretaria Municipal de Saúde realizou ação de capacitação de profissionais do setor como medida de combate à proliferação da doença. Ela esclareceu que, atualmente, o controle da dengue é realizado por 2 supervisores de campo, 17 agentes de combate a endemias e 62 agentes comunitários de saúde. Para melhorar o combate ao mosquito Aedes aegypti, a Secretaria de Saúde estuda a possiblidade de contratação de mais agentes temporários, de acordo com o que permite o teto do custeio de recursos humanos. “Abril e maio são os meses que ocorrem os maiores picos de registros de doenças transmitidas pelo Aedes. Por essa razão, o trabalho de visita nas casas em busca de focos do mosquito continua mesmo em meio à pandemia do coronavírus”, ressaltou Vanessa.


Fernandópolis
Com quase 70 mil habitantes – ou 20 mil a mais que Jales – a cidade de Fernandópolis contabiliza 486 casos positivos de dengue em 2020, segundo levantamento divulgado pela Prefeitura da cidade na quinta-feira, 02/04. A Secretaria de Saúde de Fernandópolis está alertando para que a população faça prevenção diária contra os criadouros do mosquito Aedes Aegypti. “Aproveitem a quarentena para deixar seus imóveis livres de criadouros do Aedes. Limpem os quintais, as caixas d’água, as calhas, ralos e cuidem dos vasos de plantas. A prevenção da dengue é algo que precisa do apoio da população”, destaca o secretário municipal de Saúde, Ivan Veronesi.


Tipo 2 voltou a circular no estado e preocupa
O sorotipo 2 da dengue voltou a circular no estado de São Paulo depois de muito tempo sem ser notificado. Segundo o superintendente de Controle de Endemias de São Paulo, Marcos Boulos, a volta do vírus causa preocupação pela baixa imunidade da população contra a doença. “O tipo 2 chega agora depois de muito tempo sem ter por aqui. Boa parte da população não está imune ao sorotipo 2. Nós tivemos um aumento do número de casos com gravidade maior. Isso por causa do sorotipo 2”, disse Boulos. Já o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Júlio Croda, destaca que a eliminação dos focos do mosquito em residências deve ser feito semanalmente. “Essa eliminação de focos tem que ser semanalmente. O ciclo do mosquito se completa em sete dias. Então, se você demora mais de sete dias para eliminar o foco, você não está sendo efetivo na eliminação porque ele já se transformou em larva, e em mosquito”, ressalta Croda.

 

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