Jales ganhou 96 habitantes nos últimos 12 meses, diz IBGE

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Segundo estimativas do IBGE, em um ano, Jales ganhou apenas 96 habitantes

O IBGE divulgou na quarta-feira, 28, através da Resolução n° 03, publicada no Diário Oficial da União (DOU), a estimativa populacional anual que aponta um crescimento de 0,79% no número de habitantes do Brasil. Segundo a estimativa, o Brasil saiu de 208,5 milhões de habitantes em 1° de julho de 2018, para 210,1 milhões em 1° de julho de 2019. A população do estado de São Paulo cresceu em proporção um pouco maior (0,86%) que a população nacional, passando de 45,5 milhões para pouco mais de 45,9 milhões. São José do Rio Preto, a principal cidade da região, teria ganhado 4.426 novos habitantes, passando de 456.245 para 460.671, um crescimento de 0,97%. Serra da Saudade (MG) segue sendo o município brasileiro com a menor população (781 habitantes), seguido de Borá (SP), com 837 habitantes e Araguainha (MT), com 935. Todos os demais 5.567 municípios brasileiros possuem mais de 1.000 habitantes.

No caso de Jales, o crescimento populacional dos últimos doze meses foi de apenas 0,19%, passando de 49.011 para 49.107 habitantes, ou 96 cidadãos a mais em um ano. Foi o menor crescimento entre as principais cidades da região – Fernandópolis (0,42%), Santa Fé do Sul (0,76%) e Votuporanga (0,86%) -, mas ainda assim o dado pode ser considerado positivo, uma vez que, segundo a estimativa populacional divulgada no ano passado, Jales tinha perdido 99 habitantes entre 2017 e 2018. Em relação ao último Censo Demográfico, realizado em 2010, o crescimento de Jales também foi o menor entre as principais cidades da região. Entre 2010 e 2019, a cidade ganhou 2.095 habitantes, passando de 47.012 para 49.107, o que representa um crescimento de apenas 4,45%. No mesmo período, a população de Fernandópolis cresceu 6,44%, enquanto Santa Fé do Sul cresceu 9,76% e Votuporanga experimentou um crescimento de 10,72%.

Nos últimos nove anos, o destaque positivo da região vem sendo Ouroeste, cuja população teria crescido 23,27%, passando de 8.405 habitantes para 10.361 habitantes. Outro destaque da região é o município de Pontalinda, onde a população teria crescido mais de 1% nos últimos doze meses. Entre o Censo de 2010 e a estimativa de 2019, a população de Pontalinda aumentou de 4.074 habitantes para 4.628, um incremento de 13,60%. Já o destaque negativo da região continua sendo o município de Palmeira D’Oeste, que perdeu mais 57 habitantes nos últimos doze meses. O município vizinho vem perdendo habitantes desde 2000, quando o Censo contabilizou 10.322 moradores. Em 2010, em nova contagem do IBGE, a população de Palmeira D’Oeste já tinha diminuído para 9.584 moradores e, nos últimos nove anos, diminuiu mais ainda, baixando para 9.283.

Aparecida D’Oeste é a outra cidade da região que – em termos percentuais - mais perdeu habitantes nos últimos nove anos. Segundo as estimativas do IBGE, Aparecida D’Oeste tinha 4.444 habitantes em 2010 e agora tem 4.196. De acordo com as estimativas divulgadas na quarta-feira, dos 5.570 municípios do país, nada menos que 28,6% apresentaram redução populacional nos últimos doze meses. Nesse período, além de Palmeira D’Oeste e Aparecida D’Oeste, pelo menos outras quatro cidades da microrregião de Jales também perderam habitantes: Aspásia, Dolcinópolis, Mesópolis e São Francisco. Já o município de Urânia, que também vinha perdendo habitantes, apresentou uma leve recuperação e, segundo a estimativa do IBGE, ganhou 06 moradores entre julho de 2018 e julho de 2019.

Os números divulgados pelo IBGE são, no entanto, estimados e podem não refletir a realidade. Em 2009, por exemplo, as estimativas do IBGE calculavam que Jales já tinha uma população de 49.996 habitantes, faltando apenas 04 para chegar aos 50.000 habitantes e aumentar sua fatia no bolo do FPM, mas a contagem realizada pelo Censo de 2010 conseguiu contabilizar apenas 47.012 moradores. De acordo com a assessoria do IBGE, a estimativa populacional divulgada anualmente é calculada sobre a taxa de fecundidade e de mortalidade registrada pelos municípios nos últimos anos. O dado é usado para calcular o repasse de verbas do Fundo de Participação (FPM) para as prefeituras.

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