Jales Futsal paga multas por não poder jogar em casa

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Jogos do Jales Futsal precisam ser realizados fora de casa por falta de estrutura física em quadras da cidade

O vereador João Valeriano Zanetoni (PSB) aproveitou a Sessão Ordinária realizada no Plenário Presidente Tancredo Neves da Câmara Municipal de Jales para apresentar um requerimento questionando a Prefeitura sobre a possibilidade de reformar o Ginásio Municipal de Esportes “Waldemar Lopes Ferraz”. O vereador alegou que a quadra do ginásio não possui dimensões mínimas exigidas pela Liga Paulista de Futsal (LPF) para sediar jogos oficiais. Por essa razão a equipe de Jales está realizando seus jogos em cidades vizinhas, como Santa Fé do Sul, por exemplo e pagando multa por cada partida que não pode sediar “em casa”.

Zanetoni questionou se o ginásio de esportes poderá ser reformado a tempo de receber os jogos oficiais da Liga a partir do próximo ano. 

“A gente sabe que tem um custo, não é barato, mas que tem um benefício. As pessoas que vão para o esporte deixam de fazer coisa errada. E aqueles que vão assistir ao esporte já começam a ser incentivados, também, a ser um profissional”, afirmou Zanetoni. 

Time sem casa

O problema da falta de reformas e adequações no Ginásio Municipal de Esportes afetou diretamente o Jales Futsal, que está sem uma “casa fixa” para treinar e sediar os jogos da Liga Paulista de Futsal 2017. No mês de março, Luiz Felipe Pietrobon Chaparim, que está à frente do projeto, chegou a anunciar um acordo firmado com o Jales Clube para poder utilizar o Ginásio Poliesportivo e sediar pelo menos sete partidas no local. Em função de problemas com o tamanho da quadra, que também não atende exigências da Liga, o acordo precisou ser desfeito e o Jales Futsal acabou ficando sem uma “casa”.

No dia 27 de abril, o Jales Futsal enfrentaria o Magnus, do mundialmente conhecido jogador Falcão, eleito melhor do mundo em 2014, Campeão Mundial de Clubes em 2016 e pela Seleção Brasileira. O jogo não pode ser realizado em Jales e precisou ser transferido para Santa Fé do Sul.

“Infelizmente nossos jogos precisam ser realizados em Santa Fé do Sul. Temos grandes despesas com isso, como uma taxa a ser paga no valor de R$ 800,00 por cada jogo realizado fora de casa, custos com viagem e alimentação, aluguel da quadra e custos como som e filmagem. Além disso, por ser um time de Jales jogando em Santa Fé é difícil levar público para o jogo. As dificuldades são inúmeras”, disse Lipão.

Luiz Felipe contou que tentaram diversas alternativas antes de levarem os jogos para Santa Fé. “A única quadra com dimensões exigidas pela Liga Paulista é a do Jardim Paraíso, mas lá os problemas são estruturais: falta iluminação, vestiários inadequados e em condições ruins, banheiros e com tudo isso, a Federação não aprova. As quadras do Ginásio Municipal, da Cooperjales, Jales Clube não possuem as dimensões exigidas. Nossa esperança seria a reforma e adequação no Ginásio Waldemar Lopes Ferraz, mas estamos aguardando uma posição da Prefeitura”, ressaltou.

O próximo jogo entre o Jales Futsal e o Mogi das Cruzes, no dia 24 de maio, já precisou ser transferido para Santa Fé. “Temos esperança de que nosso último jogo nessa fase do campeonato, marcado para o início de julho, contra a Intelli Futsal, tricampeão nacional, possa ser realizado em Jales, com nossos torcedores lotando a quadra do ginásio de esportes, após uma possível reforma. Vamos aguardar”, finalizou Lipão.

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