Jales completa 79 anos de ordem e progresso

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Apesar da quarentena do Coronavírus, e o comércio estar fechado já há quase quatro semanas, a cidade de Jales é um centro atrativo e inspirador

Na próxima quarta-feira, 15 de abril, Jales completa 79 anos de fundação. São quase oito décadas de duras batalhas contra adversários quase invencíveis. As adversidades foram muitas: geadas, crises econômicas, políticas, ditadura militar (que cassou seu único deputado federal), morte de seus líderes políticos e muitas outras.


Mas com coragem seguimos em frente. Uma a uma cada adversidade foi sendo superada. Vieram glorias esportivas nas mais diversas modalidades, eventos culturais e religiosos, festivais de música e teatro, que aumentam a cada dia o orgulho de ser jalesense. De nascença ou por opção. 


A sua história mostra que a batalha diária de um povo unido é capaz de construir pilares sólidos que garantam o desenvolvimento em todas as áreas. Seja na economia, saúde, política e administrativa. 
Oito décadas depois que o sonho do Dr. Euplhy se tornou realidade, é possível afirmar sem sombra de dúvida que a pequena Vila Jales, que foi iniciada com cem habitantes, se tornou centro atrativo e inspirador regional. Assim a cidade se tornou comarca, diocese, sede de município, e passou a abrigar um comércio forte, variado e atraente. Para cá vieram instituições privadas e órgãos públicos regionais, estaduais e federais, que nos enchem de orgulho.


Toda essa estrutura exigiu melhorias na Educação e na Saúde, criando-se um circulo vicioso que não se esgota nunca. Assim, os órgãos se alimentam entre si e fica cada vez mais distante o tempo em que os filhos de Jales precisavam deixar a terra natal para buscar longe o serviço e a formação necessárias. 
Mas o progresso só vem quando as bases são sólidas de esforço, paixão e coragem. E assim foi feito em Jales desde os primórdios, segundo relatam os pioneiros. Um deles, Domingos Paz Landim, que se estabeleceu nessas terras e aqui exerceu diversos cargos, inclusive o de delegado, contou que, depois de ter tentado sem sucesso abrir uma picada para erguer a cidade, onde atualmente é a Sabesp, Euphly Jalles fez uma nova tentativa bem sucedida. 


“Certo dia, saímos de manhã bem cedinho. Eu e o Dr. Euphly carregando os instrumentos de medição no meio do mato. Trabalhamos quase o dia todo sem comer e sem beber nada. Só tínhamos no estômago o café da manhã. O local definido [para fundar a cidade] era na Rua Um com a Rua Oito. Dias depois, o Dr. Euphly fundava Jales. Ele acreditava no seu crescimento e repetiu o dia todo que ela ia ser uma grande cidade. Naquele dia eu senti que ele acreditava mesmo em Jales”. 


Histórias semelhantes podem ser encontradas em diversas obras literárias e em relatos falados. Inclusive no livro “Minha Cidade, minha vida, meu livro”, de Ataíde Antônio Sestari. 


“Enquanto homens heróicos, dedicados ao trabalho, derrubando matas e arrancando ao solo as riquezas indispensáveis à manutenção iam aqui e ali fazendo uma clareira na mata, o Dr. Euphly Jalles sonhava com a fundação de uma cidade, com possibilidade para tornar-se estável e que viesse a ser acolhedora de uma civilização condigna”, diz um trecho da obra.


Ambos relatos não deixam dúvidas sobre a solidez das bases sobre as quais a cidade foi erguida e os jalesenses foram cunhados, indicando que “o futuro em nossas crianças nossa terra tão forte produz”, como nos diz a letra do hino do município.

 

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