Incêndio no Bosque: Polícia busca dono do gado que pastava no terreno onde o fogo começou

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A polícia ainda não identificou o dono do gado que pastava no local onde o incêndio começou, mas o terreno continua sendo usado como pasto

A Polícia Civil de Jales pediu nova prorrogação do Inquérito Civil aberto para apurar a autoria do incêndio que devastou a maior parte do Bosque Municipal, há sete meses. O novo prazo foi pedido para que a investigação identificasse o dono do gado que pastava no terreno onde o incêndio começou. O imóvel pertence ao proprietário de uma escola técnica/profissionalizante de Jales. Em depoimento, ele indicou o nome do proprietário do gado, mas não soube dar mais informações. Tanto ele como outras testemunhas disseram que o gado pertence a um homem identificado como “Cláudio da Fuga Couros”. Porém, os investigadores fizeram diligências nas empresas do grupo e nenhum funcionário de nome Cláudio quis assumir a propriedade dos animais.


O delegado operacional Sebastião Biazi disse que pretende ouvir novamente o proprietário do terreno, que fica entre a Primeira Igreja Batista e o Bosque Municipal, para esclarecer alguns pontos da investigação. Principalmente, os detalhes da relação entre ele e o arrendatário do terreno.  


A localização do dono do gado e o seu depoimento também são considerados fundamentais para a solução do caso. “Temos que achar o arrendatário daquele terreno, uma pessoa conhecida como Cláudio. Queremos saber, por exemplo, se procede a informação que o dono do gado e o proprietário do terreno estavam tendo desavenças”.


GADO CONTINUA PASTANDO NO TERRENO
Ao longo da última semana, a reportagem testemunhou que o terreno continua sendo usado como pasto de animais bovinos. Na tarde da quinta-feira, 23, cerca de uma dúzia de animais estavam no local. 


Informado sobre o fato, o delegado se surpreendeu e disse que vai apurar, se o gado pertence ao mesmo proprietário (Cláudio) e, se o dono do terreno tem conhecimento do fato.


DEMORA    
Biazi disse que se a Polícia Civil tivesse sido acionada naquela fatídica tarde de terça-feira, 17 de setembro de 2019, a investigação teria muito mais chances de ser bem sucedida.   


Segundo ele, uma testemunha relatou ter visto um homem saindo do local onde o incêndio começou e indo em direção à Vila União, bairro vizinho ao terreno. Porém, não foi possível identificá-lo.


“A testemunha disse que apenas conseguiu ver o homem pelas costas e não tem condições de identificá-lo. Se tivéssemos essa informação no dia do incêndio, ainda conseguiríamos ir atrás e encontrá-lo através da descrição de outras características, mas essa informação só chegou até nós vários dias depois”, disse.


Até agora a polícia sabe que o incêndio começou por volta de 12h45, nos fundos do terreno localizado entre a Primeira Igreja Batista e o Bosque Municipal, mais precisamente ao lado de um ponto de uso de drogas, próximo ao muro da igreja e na saída da Avenida Francisco Jalles, limite com a Vila União. Uma testemunha disse ter visto um homem saindo do local e a polícia acredita que ele é o principal suspeito, mas não descarta outras causas. Não se sabe se o fogo foi acidental ou criminoso. 


Logo que o fogo se alastrou, algumas testemunhas liberaram a cerca que dá acesso ao terreno pela Avenida Paulo Marcondes e libertaram o gado. Ao mesmo tempo, telefonaram para o proprietário dos animais para informar sobre o que estava ocorrendo. Ele foi ao local para recolher o gado que estava solto pelas ruas do bairro.


O proprietário do terreno também enviou uma funcionária da sua escola para registrar um Boletim de Ocorrência de Preservação de Direitos para tentar se eximir de culpa. 

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