Feliz dia da Mulher?

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Um marco histórico ocorrido no final do século XIX, nos Estados Unidos, deveria ser mais relembrado pelas empresas, mídia, ou até mesmo pelas próprias mulheres, ao invés de propagandas felizes e “cativantes” para o consumo. 

Em Nova Iorque, 129 operárias fizeram greve pela luta por seus direitos, como melhores condições de vida e trabalho. O ato ficou marcante depois que os patrões incendiaram a fábrica ocupada por elas.

Todavia, essa teoria é criticada pelo canadense Renée Cotê. Ele defende que a greve nunca existiu, foi apenas um mito criado devido às confusões com as greves de 1910 e 1911 nos Estados Unidos, essa mistura desordenada deu-se por motivos históricos, políticos e psicológicos.

Independente das teorias supracitadas, e de fatos históricos verídicos ou não, gostaria de dar ênfase à importância dessa data, e o conceito que a mídia e a cultura de nosso país usam. Devemos desejar um “feliz dia das mulheres”? Ou devemos nos recordar de todos os preconceitos, dificuldades, discriminações, constrangimentos que passamos diariamente apenas por sermos mulheres?

Tratamentos de inferioridade são constantes, tão comuns que já entraram na rotina da aceitação. Em pontos de ônibus, nas ruas, andando de calça jeans, burca, shorts, somos desrespeitadas. Mas o que difere tanto um homem de uma mulher, além da simples questão biológica?  

Não é “parabéns” que queremos “ouvir”, são dias, meses, anos, de luta por direitos e tratamentos iguais. Seria irônico desejar “feliz dia da mulher” em uma data e prosseguir com a mesma rotina o resto do ano.  Até mesmo marcas renomadas gozam do corpo feminino e taxam a feminilidade, como as de cerveja. Uma delas criou uma bebida nova, exclusiva para mulheres, pois, claro, antes apenas homens poderiam beber, agora estamos inseridas nesse novo grupo. Agora não é mais proibido.

No filme “Mulan”, a protagonista se veste de homem para lutar no lugar do pai, pois só homens poderiam lutar. Podemos fazer referência também às olimpíadas exclusivas para participação masculina. Segundo reportagem recentemente publicada pelo portal de notícias G1 as mulheres ainda recebem um salário inferior ao homem, embora ocupem o mesmo cargo.

Poderia ficar aqui o dia todo descrevendo ações, acontecimentos que nos fazem sentir inferiores todos os dias. Temos que lutar pela igualdade, tanto dos homens com as mulheres, tanto de pensamentos femininos que ainda são machistas. Não precisa abrir a porta do carro, trazer rosas. Exigimos apenas uma forma de tratamento: com respeito!

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