Ex-vereadores vão tentar voltar à Câmara nas eleições deste ano

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Alguns velhos conhecidos dos eleitores jalesenses deverão ter suas fotos nas urnas eletrônicas novamente, nas eleições marcadas para o dia 04 de outubro. É o caso do ex-vereador Rivelino Rodrigues. Atualmente sem partido, Rivelino garantiu que seu nome estará nas urnas neste ano. “Eu não sei ainda qual o cargo que irei disputar, nem por qual partido, mas estarei na disputa com certeza”, disse Rivelino, cujo último partido foi o MDB. Ele não descarta uma candidatura a prefeito ou vice, mas, se não conseguir a indicação para disputar um desses cargos, será candidato a vereador novamente. “Eu já fiquei fora por oito anos e acho que está na hora de voltar”, disse Rivelino, que já foi vereador por três mandatos, de 2001 a 2012.

Entre os candidatos que concorrerão com Rivelino, estará o seu sobrinho Rivail Rodrigues Júnior, que disputou sua primeira eleição em 2012 e foi eleito pelo PSB. Em 2016, Júnior Rodrigues tentou a reeleição, ainda pelo PSB, mas perdeu a vaga para seu companheiro de partido, João Zanetoni, por apenas três votos. Neste ano, ele irá disputar uma cadeira de vereador pelo PRB, partido para onde se mudou, apesar de ser o presidente do PSB. Será a primeira vez que Rivail e seu tio Rivelino poderão se enfrentar nas urnas.

Outro que poderá voltar ao Legislativo é o experiente Gilberto Alexandre de Moraes, o Gilbertão, que foi vereador por quatro legislaturas. As três primeiras foram de 1997 a 2008 e a quarta foi de 2013 a 2016. Gilbertão ficou fora da Câmara apenas de 2009 a 2012, depois de ter disputado – e perdido – o cargo de vice-prefeito, em dobradinha com Nice Mistilides. Em 2016, Gilbertão anunciou que não seria mais candidato a cargos políticos e até chegou a transferir seu título eleitoral para Aparecida do Taboado (MS), para evitar convites. Passados, no entanto, quatro anos, Gilbertão trouxe seu título de volta para Jales e já anunciou sua pré-candidatura a vereador.

Assim como Rivelino Rodrigues, o ex-vereador e ex-vice-prefeito Clóvis Viola já definiu que seu nome estará nas urnas eletrônicas, neste ano, mas ainda não sabe qual o cargo que irá disputar. Recém-filiado ao MDB, ele deixou claro que voltou ao antigo ninho para ser um soldado do partido. “Eu gostaria de disputar as eleições como candidato a prefeito ou vice-prefeito, mas se o MDB entender que eu devo ser candidato a vereador, vou dar o melhor de mim para ajudar o partido”. Clóvis entende que, depois de ocupar os cargos de vereador (2001/2004) e de vice-prefeito (2005/2012), ele já acumulou experiência suficiente para administrar a cidade. Em 2012, Clóvis disputou a Prefeitura, como sucessor de Humberto Parini, mas ficou em terceiro lugar, atrás de Nice Mistilides, a vencedora, e de Flávio Prandi, o segundo colocado.

Se Clóvis está voltando ao MDB, o experiente Jediel Zacarias está saindo. Jediel confirmou ao jornal que pretende disputar uma cadeira de vereador em 2020. “Se dependesse só de mim, eu poderia dizer que estarei, com certeza, entre os candidatos, mas os meus filhos não querem que eu volte à política e isso precisa ser levado em conta. De qualquer forma, eu amo minha cidade e gostaria de continuar ajudando. Uma coisa, no entanto, já está certa: se eu for candidato, não será pelo MDB”. Jediel acumula experiência como vereador de três mandatos (1997 a 2008), prefeito (01 mês) e secretário da Promoção Social (2009 a 2012). Em 2016, Jediel disputou uma vaga na Câmara, mas, com 564 votos, foi o segundo mais votado do PMDB e ficou na suplência do vereador Chico do Cartório (699 votos).

Atualmente na assessoria do deputado federal Fausto Pinato, o ex-vereador Jesus Martins Batista deixou o DEM e se mudou para o partido do deputado, o PP, sigla pela qual ele pretende disputar novamente uma vaga de vereador. Jesus, que é servidor municipal aposentado, está reestruturando o partido em Jales e garante que o PP terá candidatos competitivos nas eleições de outubro. “Nós estamos em negociação e pode ser que o Gilbertão venha para o nosso partido, mas isso ainda não está certo”. Jesus foi vereador por apenas um mandato (2013-2016) e não conseguiu se reeleger em 2016, apesar de ter ficado entre os dez mais votados, com 670 votos. Jesus teve mais votos que os vereadores eleitos Macetão (664) e Tiago Abra (647), mas ficou de fora porque a sua coligação (DEM-PRB-PSD) conseguiu votos para eleger apenas três vereadores (Tiquinho, Pintinho e Tupete).

A ex-petista Pérola Cardoso é outra personagem conhecida dos eleitores locais que deverá ter seu nome nas urnas eletrônicas nas eleições de outubro. Lançada na política pelo ex-prefeito Humberto Parini e sua esposa Rosângela Parini, Pérola obteve 1.736 votos em sua primeira eleição, em 2008, o que a coloca com a segunda mais votada da história, perdendo apenas para Macetão, que, no mesmo ano, conseguiu mais de 2.200 votos. Em 2012, Pérola viu sua votação cair, mas ainda assim foi uma das mais votadas naquele ano. Recém-chegada ao PSDB, Pérola – que, por vontade própria, ficou fora das eleições de 2016 - é uma das pré-candidatas do partido e uma das principais esperanças tucanas para as eleições deste ano.

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