Estaduais com domicílio em Jales recebem mais da metade dos votos

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As eleições do último domingo podem ter inaugurado uma nova etapa na vida política da cidade e indicam que o eleitor jalesense compreendeu a necessidade de se ter um deputado com residência e domicílio eleitoral em Jales. Foi para os dois candidatos com esse perfil que foram destinados mais da metade dos votos. Luis Henrique Moreira (PODE) e delegado Sakashita (PHS) conseguiram juntos 47,05% dos 83,48% de votos válidos para deputado estadual na cidade. O primeiro recebeu 43,31% e o segundo 12,74%.

Analice Fernandes, até então campeã de votos, viu a sua votação cair para praticamente um terço da votação de 2014. Há quatro anos, a mulher do prefeito de Taboão da Serra recebeu em Jales 10.007 e foi a mais votada. Domingo passado, ela recebeu apenas 3.278. Em Fernandópolis, a deputada recebeu mais votos que na sua terra natal. Foram 3.825 votos que a deixaram em segundo lugar.   

A mensagem das urnas é clara: a população não está satisfeita com a perda de terreno causada pela falta de representantes na Assembleia Legislativa. Muito menos com os serviços prestados pelos deputados da região, que, contudo, possuem domicílio em outras cidades pelas quais demonstram natural preferência.

É o caso de Itamar Borges que teve 4.944 em 2014 e caiu para 1.303 este ano. Mesmo com o apoio do vice-prefeito Garça, do vereador Deley Vieira e de todo o staff contratado pelo MDB na cidade. Apelidado de beijoqueiro, o ex-prefeito de Santa Fé do Sul vai ter que rever a sua atuação na cidade e distribuir menos beijos e mais recursos.

O sumidíssimo Carlão Pignatari (PSDB) também amargou o resultado da falta de atenção com a cidade. Há quatro anos, o ex-prefeito de Votuporanga teve 2.052 votos, mas este ano viu a sua votação cair para 298 votos. A queda era esperada. Alguns eleitores sequer lembravam que o votuporanguense ainda era deputado, tamanha a ausência. Há muito tempo não se tem notícias de sua atuação em favor dos jalesenses, muito menos da sua presença física na cidade.

Rumores nos bastidores políticos garantem que há um pacto entre ele e Analice para que um “não invada o espaço do outro”. Assim, a deputada não faz campanha em Votuporanga, ninho eleitoral de Carlão e vice-versa. Ambos são do mesmo partido.

SEM CADEIRA

Apesar da queda em suas votações nas urnas de Jales (e na votação geral), os deputados citados foram eleitos. Porém, a rejeição dos jalesenses ajudou outros deputados da região noroeste a não se reelegerem, o que indica que a atuação deles não foi fraca somente em Jales.

Entre os não eleitos que tiveram votos em Jales estão, por ordem decrescente, João Paulo Rillo (PT), com 188 votos; Vaz de Lima (PSDB) 159; Gilmar Gimenes (PSDB) 49; Beth Sahão (PT) 31 e Bolçone (PSB) com 29.  Mesmo sem conseguir se eleger, o grupo levou de Jales 456 votos. Também foram desperdiçados 2.004 votos brancos (6,96%) e 2.754 votos nulos 9,56%).

Por outro lado, candidatos a deputado federal com residência em Jales receberam apenas 7,43%

Os dois candidatos a deputado federal com domicílio na cidade, porém, não conseguiram o mesmo êxito. As candidaturas de Beto Mariano e Luis Henrique (conhecido como Henrique do CAJ) não foram abraçadas pela população e alcançaram apenas 7,43% dos votos para o cargo em Jales. Não bastasse os dois concorrem ao mesmo cargo, ambos também se candidataram pelo mesmo partido, o Patriotas. O claro erro de estratégia, aliado ao grande número de votos conquistados pelo PSL, não deu aos dois qualquer chances de se elegerem.

Mariano conseguiu 1.378 votos e Henrique apenas 294. Juntos, os dois candidatos não passariam do segundo lugar, colocação que ficou com Fausto Pinato (PP), que conquistou a preferência de 1.960 eleitores jalesenses ou 8,7% do total de votos válidos. Eduardo Bolsonaro (PSL) conquistou 2.320 votos ou 10,3% do total.

O quarto colocado foi o ex-prefeito de Olímpia e afilhado político do candidato a vice-governador Rodrigo Garcia, Geninho Zuliani (DEM), que teve também forte apoio do prefeito Flávio Prandi Franco, do seu partido. Ele levou de Jales 1.226 votos.

A percepção dos eleitores sobre o trabalho desenvolvido por outros candidatos conhecidos pelos eleitores jalesenses não obedeceu padrão. A colunista política Joice Hasselman (PSL) que certamente nunca ouviu falar de Jales e dificilmente pisará seus pés nas pedras petit pave da Praça Dr. Euphly Jales, levou 1.199 votos e foi a quinta mais votada. Enquanto o deputado Baleia Rossi (PMDB), que liberou R$ 1,2 milhão para a reforma da mesma praça recebeu apenas 913 votos. Ambos foram eleitos.   

Mas não foi só Baleia que deve ter se surpreendido com a baixa votação. Medalhões que fizeram campanha maciça na cidade, como Dr. Sinval Malheiros (PODE) que teve 450 votos, e Dr. Eleuses Paiva (PSD) que teve 676 votos, e Waldomiro Lopes (PSB), que teve 160 votos, também viram suas votações despencar a não conseguiram cadeiras na Câmara Federal.

Novatos com relações estreitas com times de futebol, o ex-jogador Luizão (PRB), com 540 votos, e Guilherme Ribeiro (PRB) diretor social do Palmeiras, com 344 votos, tiveram boas votações, mas também ficaram de fora.

Na onda dos famosos e folclóricos candidatos que acabaram se elegendo, Tiririca (PR) convenceu 279 eleitores jalesenses de que dessa vez ele não enganará seus eleitores e permanecerá até o fim do mandato. Já o ex-ator pornô, Alexandre Frota (PSL), convenceu outros 178 jalesenses de que tem boas propostas para proteger a família tradicional e melhorar a segurança pública.   

Vontade do paulista se reflete na do jalesense

A preferência do eleitorado paulista se refletiu na votação dos jalesenses. Tanto no estado quanto no município, os mais votados para os cargos majoritários foram os mesmos. Jair Bolsonaro (PSL) obteve 16.319 votos ou 62,89% do total para presidente da República. João Dória (PSDB) também foi o mais votado para governador e recebeu 9.239 votos em Jales, ou 41,77 % do total. Bem como Major Olimpio (PSL) foi o escolhido pela maioria dos eleitores. Ele recebeu 11.716 votos ou 31,39%.

A classificação só muda nos segundos lugares. Enquanto os paulistas de todo o estado deram a Fernando Haddad (PT) a segunda maior votação com 16,42% do total, os jalesenses preferiram Geraldo Alckmin (PSDB) que recebeu 11,85% dos votos e ficou com a segunda colocação.

Os jalesenses também deram a segunda maior votação para governador a Paulo Skaf (MDB) que recebeu 20,15% dos votos. Já em âmbito estadual, Marcio França (PSB) ficou em segundo com 21,53%.

Major Olímpio (PSL) e Mara Gabrilli (PSDB) mantiveram a ordem da preferência tanto em Jales quanto no restante do estado. Eles receberam 31,39% e 21,38% dos votos na cidade, respectivamente.

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