Estado e sociedade juntos no combate à violência

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O surto de violência eclodido em Vitória (ES), com a paralização de policiais, mostra o nível de falência do Estado enquanto instituição, para coibir tais ações, sendo essas uma de suas finalidades sociais. A população capixaba ficou refém de bandidos e vulnerável à violência, diante da impotência das autoridades em fazer valer a lei e proteger a população das consequências da anarquia e da barbárie. Tais ocorrências, que podem ocorrer em outros estados, nos leva à reflexão do porquê se chegou a tal situação e o que é possível fazer para evitar a extensão disso. O fato é que todos os esforços devem ser feitos no sentido de coibir a violência, por todas as instituições, pelo Estado e pela sociedade civil, todos devem se somar na tarefa de fazer valer a ordem e a lei. 

O jornal O Globo destacou que a “onda de violência que tomou conta do Espírito Santo nos últimos dias se tornou destaque na imprensa internacional. Na Grande Vitória e em cidades do interior, desde o último sábado, policiais militares estão sendo impedidos de sair dos quartéis pelos próprios parentes que cobram reajustes salariais para os agentes”. [ http://oglobo.globo.com/brasil/onda-de-violencia-no-espirito-santo-destaque-na-imprensa-mundial-20885874 ] A reportagem ressaltou ainda o jornal britânico “The Guardian”, que assim se expressou: “A paralisação das forças da lei em um estado lutando contra um deficit orçamentário é o exemplo mais recente de como o esgotamento financeiro, em meio à pior recessão enfrentada pelo Brasil, está prejudicando até os serviços mais básicos como saúde, educação e segurança”. A questão é que a crise financeira não pode justificar ações que levem os policiais a deixarem de atender a população, colocando-a em risco, como ocorreu. Seria a mesma coisa que médicos (por motivos parecidos) deixarem de atender os pacientes nos hospitais. 

É preciso, portanto, o vigor das autoridades para o cumprimento da lei, e também que o governo federal não se omita em ajudar estados e municípios da federação, para encontrarem soluções que garantam à população, os serviços básicos de educação, saúde e segurança. É um dever de todos, nesse sentido, e também da sociedade, para que haja ainda uma educação voltada à cultura da paz, que busque no diálogo, as alternativas possíveis para a superação da crise. Esperamos que prevaleça o bom senso, para o bem de todos. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*Valmor Bolan é doutor em Sociologia e especialista em Gestão Universitária pelo IGLU (Instituto de Gestão e Liderança Interamericano) da OUI (Organização Universitária Interamericana) com sede em Montreal, Canadá.

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