Escolas ocupadas

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O problema da ocupação das escolas (em várias cidades do País), especialmente em grandes centros urbanos, já fez uma vítima, com a morte de um adolescente de dentro de uma escola pública, em Curitiba. O pretexto das invasões é a PEC 241 e a Proposta de Reforma do Ensino Médio e a insatisfação de uma militância política que pleiteia, dessa forma, o Fora Temer. É um quadro de instabilidade que traz preocupação, porque o direito legítimo ‘a manifestação, dentro do Estado Democrático de Direito, fica comprometido com abusos como os que privam o direito dos pais de terem seus filhos nas escolas, e dos professores que querem exercer sua sagrada é indispensável profissão. O fato é que, infelizmente, grupos sociais e partidos políticos que bradam o “Fora Temer”, fomentam essas ações, e viabilizam logística para isso, o que deveria ser objeto de investigação dos órgãos competentes. O Ministério Público tem agido no sentido de cobrar as desocupações, e temos visto pelas redes sociais cenas degradantes de jovens agredindo verbalmente policiais, provocando situações para reações que possam servir de argumento de que a polícia está usando de violência contra  estudantes adolescentes. 

Grupos de pais tem se mobilizado para defender as escolas desses movimentos desestabilizadores, e os pais tem razão, juntamente com os professores, pois os estudantes devem ser preservados de militância política enviesada, e sim educados para a cidadania, para o cultivo do senso crítico da realidade, na sociedade plural, mas sem serem massas de manobras de grupos partidários de ‘direita’ ou de ‘esquerda’. O que precisamos é de educação com qualidade, professores bem remunerados e em condições de se prepararem para dar aulas com conteúdo, que para que os estudantes não ingressem apenas no mercado de trabalho, mas também preparados para enfrentar os desafios da vida, no dia-a-dia. Por isso, é preciso que as autoridades competentes ajam com firmeza, dentro da lei. Não podemos permitir que grupos anárquicos façam nossas crianças e adolescentes reféns de uma situação com motivações meramente políticas.

O direito de manifestação e de expressão, numa sociedade democrática, não pode ser usado como chantagem e ameaça à ordem social. Os educadores devem respeitar o espaço público, que é mantido com recurso público, para que as instituições funcionem no cumprimento de suas finalidades sociais. As escolas devem ser protegidas para que sejam lugares seguros, e os pais tenham confiança ao deixar seus filhos para estudar. No caso da morte do estudante na escola pública do Paraná, quem será responsabilizado? E se nada for feito para deter isso, outras crianças e adolescentes estão vulneráveis a esse tipo de violência. Por isso, o Estado deve agir para garantir a segurança e o direito à vida dos estudantes. O que queremos garantir para os nossos alunos, para os pais e professores e’ seu direito a frequentar a Escola. Somos, portanto, inteiramente a favor das desocupações das escolas, para o bem de todos. 

 

 

*Valmor Bolan é doutor em Sociologia e especialista em Gestão Universitária pelo IGLU (Instituto de Gestão e Liderança Interamericano) da OUI (Organização Universitária Interamericana) com sede em Montreal, Canadá.

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