Escolas municipais não terão aulas presenciais este ano

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As escolas municipais e creches permanecerão sem aulas presenciais pelo menos até o início do ano que vem

A secretária municipal de Educação, Lourdes Marcondes Rezende, confirmou que as unidades municipais de educação não voltarão a ter aulas presenciais este ano. “As aulas presenciais no município não voltam este ano. Não temos condições de voltar ainda em 2020”, anunciou a secretária Lurdinha, em entrevista ao programa Antena Ligada, na quarta-feira, 23 de setembro. 


A decisão tem como base vários fatores: o parecer do Comitê de Combate à Covid-19, que no dia anterior fez recomendação desfavorável ao retorno às aulas; uma pesquisa feita por telefone na qual 84% dos pais de estudantes consultados disseram que não aprovavam o retorno neste ano e, o mais grave, falta de condições da própria Secretaria de Educação.    


“Os pais responderam que não se sentem seguros e não mandariam as crianças para as escolas. Isso ajudou na nossa resolução. Porém, as aulas remotas, on line e os trabalhos escritos para os alunos continuam normalmente”, explicou. 


O município é responsável pelas crianças matriculadas nas EMEIs e no ensino fundamental, do 1º ao 5º ano. 


Na mesma entrevista, a secretária disse taxativamente que a falta de pessoal impossibilita a volta às aulas presenciais neste momento. Mas ressalvou que a decisão final é do prefeito.   


“Não temos pessoal suficiente para voltar. Um número muito grande de professores e outros profissionais encontra-se em situação de risco e não temos substitutos. E esse é apenas um dos empecilhos, mas temos outros. Por exemplo, não temos monitor de transporte porque o contrato venceu e não foi feito outro. Temos uma série de ‘senão’ que não nos deixam voltar agora em 2020. O município não tem condições de voltar agora”.


Ainda segundo ela, o Comitê de Combate à Covid-19 deixou claro que por conta dos índices elevados de contaminação por cornavírus em Jales e o fato de que um número elevado de crianças já contraiu a doença, a melhor decisão a ser tomada é a suspensão das aulas.

 
Para Lurdinha, a recomendação do colegiado não se restringe às escolas municipais, mas também para as estaduais e particulares. “O comitê fez uma determinação de ordem geral e entendo que não é só para a rede municipal. Porém, é possível fazer uma separação, como foi feito em Santa Fé. Mas pela resolução do comitê ficou de forma geral a suspensão”, disse. 


Havia a expectativa de que o prefeito Flávio Prandi Franco editasse um decreto ratificando a medida, mas até o fim da tarde desta sexta-feira, dia 25, isso não tinha acontecido. 


ESTADO AINDA PODE VOLTAR 
As escolas da rede estadual permanecem sem aulas presenciais pelo menos até o dia 7 de outubro. Mas a decisão de voltar às aulas ainda não foi tomada e, segundo o dirigente regional de Ensino de Jales, Geraldo Niza, a Secretaria Estadual de Educação está ouvindo a sociedade em geral, prefeitos, secretários municipais, comitês municipais de combate à Covid e pais de alunos de cada um dos 25 municípios da área de abrangência da DE de Jales. 


Inicialmente, a proposta era retornar no dia 8 de setembro, mas houve dois adiamentos. “Para o ensino médio e EJA (Educação de Jovens e Adultos) é 3 de novembro. Cada prefeito e os comitês municipais de saúde que é que dão a última palavra e nós respeitamos isso. São eles que vão dizer como está a pandemia em cada município e se as condições locais permitem essa volta as aulas. O Supremo dá autonomia aos prefeitos”, disse em entrevista ao site InformaMais. 


A D.E. Jales também realiza, em âmbito da rede estadual, uma pesquisa para apurar se os pais querem ou não o retorno às aulas presenciais ainda este ano. 


O professor Niza disse que a proposta não é reativar as aulas presenciais para todos os alunos, mas ressalvou que a parcela que quer voltar a estudar precisa ser atendida.  


“A maioria dos pais está optando por não voltar, mas tem uma parcela que os pais querem. Isso vai ser respeitado também. A proposta é atender essa parcela”. 


Vale ressaltar que a parcela que pode voltar no próximo 7 de outubro é a que cursa o ensino médio e EJA, que tem uma faixa etária mais elevada e pode cumprir os protocolos de segurança com mais facilidade. Os alunos menores, que tem mais dificuldade para obedecer os protocolos têm previsão de volta para 3 de novembro apenas. 


Haverá restrição também de presença de funcionários nas escolas. Na rede estadual também há funcionários no grupo de risco e esses permanecerão afastados.


“Vamos trabalhar apenas com aqueles que não são do grupo de risco. A escola vai funcionar de acordo com a possibilidade que ela tem de recursos humanos e não integralmente. Tivemos a grata surpresa de constatar que alguns professores se adaptaram muito bem ao ensino a distância e eles poderão continuar trabalhando dessa forma”


O dirigente garantiu que as escolas estão sendo muito bem preparadas e serão locais muito seguros para os alunos. 


“A resolução 61/2020 traz todos os protocolos, inclusive para o transporte escolar. Estamos recebendo todos os EPIs, termômetros e teremos máscaras para todos os alunos”, garantiu.  

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