Escola de Santa Salete é uma das vencedoras do “Prêmio Nestlé por Crianças Mais Saudáveis 2020”

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Neste ano, o projeto “Cores e Sabores – Corantes naturais na alimentação” da EE Francisco Molina Molina, de Santa Salete, superou cerca de 230 projeto

A Escola Estadual Francisco Molina Molina, de Santa Salete, região de abrangência da Delegacia Regional de Ensino de Jales, está entre as 10 vencedoras da terceira edição do “Prêmio Nestlé por Crianças Mais Saudáveis”, da Fundação Nestlé Brasil. A escola vai receber um apoio financeiro de R$ 35 mil para a execução das melhorias e benfeitorias previstas no projeto selecionado. Em três anos, é a segunda vez que uma escola da D.E. de Jales ganha o prêmio.


O projeto premiado é o “Cores e Sabores – Corantes naturais na alimentação”, de autoria da professora Cristiani Pereira Barbosa, que propõe a realização de pesquisas e experiências com corantes naturais e alertar sobre os efeitos nocivos dos corantes artificiais para a saúde. A proposta é que ao longo do projeto, sejam realizadas pesquisas sobre o tema, que culminarão em uma feira de ciências para que os alunos apresentem suas descobertas. Em paralelo, para combater o sedentarismo, o pátio da escola será revitalizado e serão comprados materiais de educação física, para promover atividades físicas, alimentação saudável e hidratação das crianças.


Emocionada, a professora Cristiani disse que o prêmio representa uma renovação das esperanças e um privilégio  poder colaborar de forma prática com a instituição. 


“A palavra que descreve esse momento é gratidão. A chance de poder ajudar a escola onde você trabalha e que os seus filhos estudam não tem preço. É muito gratificante. Quando eu passei a notícia da premiação aos alunos, foi um renovar de esperanças de que tudo isso vai passar logo e logo a gente vai estar juntos novamente”. 


A escola de Santa Salete concorreu com mais de 230 projetos de 23 estados brasileiros. Mas não é a primeira vez que uma escola da área da Delegacia Regional de Ensino de Jales é contemplada. Na primeira edição, em 2018, a Escola Estadual José dos Santos, de Aspásia, foi uma das cinco vencedoras paulistas  concorrer com o projeto “Comer, correr e saltar, é só começar”, que propôs a realização de jogos de corrida, saltos e arremessos, além de preparação de alimentos em sala de aula. 


Naquela ocasião, foram escolhidos cinco projetos do Estado de São Paulo (das cidades de Aspásia, Botucatu, Caraguatatuba, Marília e Sorocaba), e cinco no estado da Bahia (das cidades Botuporã, Cafarnaum, Ilhéus, São Francisco do Conde e Salvador).


A professora Rosalina Lázaro, autora do primeiro projeto vencedor, também é coautora do projeto vencedor deste ano. A bi-campeã ressaltou que ter duas escolas da D.E. de Jales premiadas é um fato inusitado. “Esse prêmio vem coroar um trabalho que vem sendo realizado há anos pela escola Molina. Os nossos alunos têm uma curiosidade científica muito grande, que só não é maior do que a vontade que eles têm de praticar atividade física. Só nos faltavam condições financeiras. Temos tido excelentes resultados nos esportes, tanto nos convencionais quanto nos paraolímpicos. Agora os nossos alunos vão se sentir muito mais estimulados e muito mais felizes”.


ALIMENTAÇÃO E ATIVIDADES FÍSICAS
Em sua terceira edição, o prêmio atua para promover a alimentação equilibrada e a prática de atividades físicas nas escolas públicas, e fazer diferença na vida de estudantes e de suas famílias. Os projetos vencedores são dos estados do Amazonas, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Pernambuco, Roraima e São Paulo.


“O prêmio nasceu e segue com sua missão de ajudar educadores das escolas da rede pública brasileira a se tornarem agentes transformadores em cada instituição em que atuam”, explica a especialista da Fundação Nestlé Brasil e responsável pelo prêmio, Sara Rios. Além do aporte financeiro, os autores dos projetos vencedores contarão com acompanhamento, capacitação técnica e suporte pedagógico, em junho, e as obras nas escolas devem acontecer no segundo semestre, bem como a cerimônia oficial de premiação.


Após a fase de inscrições, entre março e maio, todos os projetos inscritos foram avaliados e passaram por uma triagem inicial que selecionou os 30 melhores. Esses projetos foram submetidos a uma nova seleção, para definir os 10 vencedores. A avaliação foi realizada por uma comissão especial composta por representantes da Fundação Nestlé Brasil, do Instituto Crescer, da consultoria Goldenberg, da Associação Nova Escola e uma novidade de 2020, a parceria com a Jeduca - Associação de Jornalistas de Educação. 


Desde a primeira edição, o prêmio já mudou a vida de mais de 9 mil crianças ao direcionar investimentos para benfeitorias nas escolas.

 

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