Erosão aumenta e preocupa moradores da Avenida Maria Jalles

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As laterais do córrego estão desabando e a erosão avança sob o asfalto

Um dos problemas mais conhecidos da cidade, o escoamento da água da chuva pela Avenida Maria Jalles, voltou a causar preocupação aos moradores das redondezas, depois de vários anos. A via é uma importante artéria de trânsito para moradores de diversos bairros, inclusive para o Centro da cidade e para a região da Santa Casa. Além de muitas residências, há diversos estabelecimentos comerciais com grande freqüência de pessoas.

Há alguns anos, o local registrava alagamentos e danos a moradias e veículos, por conta do grande volume de águas pluviais e até transbordamentos. Mas o problema parecia solucionado até cerca de duas semanas, quando foi registrado grande acúmulo de águas pluviais dentro e fora do córrego. Um vídeo que circulou nas redes sociais digitais provou que o sistema de escoamento não é suficiente. A água tomou conta do córrego e do asfalto.

Mas depois que a água secou, um problema ainda maior surgiu: as paredes que servem de canalização do córrego padecem de grave erosão. Em quase toda a sua extensão, as enormes árvores estão com as raízes expostas. Em alguns pontos, não há sequer árvores para segurar a erosão e a terra está desbarrancando, causando um buraco que avança para debaixo do asfalto. Em pelo menos um trecho, encontramos rachaduras no asfalto, o que indica que, afetado pela erosão, o piso está perdendo sustentação e se inclinando para dentro do córrego.

No principal ponto de obstrução, na ponte sob a Rua das Palmeiras, um galho de árvore dificultava a passagem de detritos, aumentando o bloqueio da água.

Um comerciante estabelecido na avenida contou que, por enquanto, não viu a água transbordar, mas confirmou que ela tem ultrapassado o nível das raízes das árvores e alcançado a beira do asfalto. “Vão ter que fazer algum reparo porque a água está levando a terra toda”.

Contudo, o problema não se limita apenas à água do córrego, mas também à água que fica empoçada do lado de fora e aos buracos na avenida que surgem a cada chuva. “Quando chove, alaga tudo por aqui porque os bueiros e as bocas de lobo não comportam. Talvez tenha a ver com esgoto porque sobe um mal cheiro terrível quando chove e a água que fica é esverdeada. Não pode ser só água da chuva”, disse.

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