Em 30 dias, metade da população jalesense pode estar infectada

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Emocionada, a médica do AME alerta que, se nada for feito, metade da população de Jales estará infectada em 30 dias

Projeção matemática feita por uma equipe médica integrada pela gastroenterologista Sandra Marcondes Carazzo, responsável pelas cirurgias ambulatoriais no AME – Jales, estima que em 30 dias, metade da população jalesense pode estar infectada pelo Novo Coronavírus, se nada for feito para interromper a contaminação. Os cálculos levam em conta o número de doentes na atualidade (sintomáticos) e a estimativa de pessoas que portam o vírus, mas não manifestam sintomas (assintomáticos). Apenas 14% das pessoas contaminadas apresentam sintomas e, por isso mesmo, procuram atendimento e são catalogadas. O restante, provavelmente permanece circulando e disseminando o vírus, já que não sabem que são vetores. 


Na última quarta-feira, 18 de março, havia 9 casos suspeitos no município e, de acordo com a teoria da médica, poderia haver outras 64 pessoas contaminando outras pessoas pela sociedade. 


“Apenas 14% das pessoas que contraem o vírus apresentam os sintomas, portanto outros 86% não sabem que portam o vírus. Se tínhamos 9 casos suspeitos, podemos inferir que 64 pessoas já estão andando pelas ruas de Jales sem sentirem absolutamente nada e disseminando a contaminação pela população local”, disse a gastroenterologista.


Ainda de acordo com a projeção, nesta segunda-feira, 23 de março, o número de assintomáticos subirá para 160 pessoas e em um mês chagaria a 25.989 pessoas, mais da metade da população da cidade, que não chega a 50 mil. 


Dessas, 3.637 pessoas apresentariam sintomas e procurariam atendimento médico. 20% delas, ou 727 pacientes, precisariam de internação e 3% precisariam de tratamento intensivo, o que demandaria 109 leitos de UTI. 


“Se as pessoas continuarem andando pelas ruas, frenquentando o comércio, andando livremente no que chamamos de Posição Livre, não temos estrutura de atendimento, nem em Jales nem em nenhuma região do mundo. Precisamos restringir no máximo a exposição das pessoas. Essa é a medida mais eficaz para se evitar uma situação caótica porque se nada for feito, em duas semanas, quem estiver em estado grave e precisar de UTI não vai mais encontrar vagas”, disse. 


Emocionada, com lágrimas nos olhos e voz embargada, a médica explicou aos presentes na reunião convocada pelas entidades classistas do comércio que a população precisa adotar medidas de guerra e permanecer em casa. “O isolamento total é impossível, mas podemos alcançar um nível de 75% de redução de exposição e, se conseguirmos isso, estimamos que poderemos ter apenas cinco internados e uma pessoa na UTI. Isso é um desafio para a população. Estou pedindo que as pessoas não saiam para lojas, passeios e não fiquem andando pelas ruas”, concluiu.

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