Edição nº 1518

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INDENIZAÇÕES CONFIRMADAS

E o Colégio Recursal de Jales, que já tinha confirmado o direito de a ex-prefeita Nice Mistilides receber R$ 24,2 mil a título de décimo-terceiro salário, confirmou que a Prefeitura de Jales terá que pagar, também, as férias não gozadas por ela em 2013 e 2014. O valor que está sendo requerido pela ex-prefeita, a título de férias, é de R$ 32,3 mil. Já o caso do ex-vereador Luís Rosalino, que está pedindo R$ 53 mil, ainda não foi julgado.

 

CONTAS APROVADAS

Falando em Nice, os vereadores jalesenses contrariaram a recomendação desfavorável do Tribunal de Contas, e aprovaram as contas da ex-prefeita, relativas a 2014. Apenas dois vereadores – Tiago Abra (PP) e Chico do Cartório (MDB) – seguiram o parecer do TCE e votaram contra a aprovação das contas. Todos os demais preferiram ignorar a opinião do Tribunal.

 

DISCURSO

Tiago Abra, um dos que votaram contra Nice, fez um longo discurso onde relembrou os supostos malfeitos da ex-prefeita que levaram à sua cassação e ao ajuizamento de algumas ações de improbidade administrativa contra ela. O problema é que os tais malfeitos não foram sequer mencionados pelo TCE no relatório em que recomenda a reprovação das contas da ex-prefeita.

 

PARCELAMENTO

Apesar de todo o conjunto da obra da ex-prefeita durante seus turbulentos 26 meses de mandato, o que levou o TCE a emitir um parecer desfavorável às suas contas, foi tão-somente o parcelamento de dívidas firmado por ela junto ao Instituto Municipal de Previdência, um pecado que outros prefeitos também cometeram sem, no entanto, serem castigados por isso.

 

PENSANDO NO FUTURO

O raciocínio dos vereadores que ignoraram o parecer do TCE e aprovaram as contas de Nice foi simples: se eles concordassem com o Tribunal, em breve teriam que reprovar também as contas do ex-prefeito Pedro Callado, que cometeu o mesmo pecadilho do parcelamento de dívidas. Além disso, os vereadores ponderaram que eles próprios tinham aprovado, há dois ou três meses, um reparcelamento firmado pelo prefeito Flá Prandi.

 

VENDAS PERDIDAS

A Fecomércio e o Sincomércio de Rio Preto estimaram que o comércio varejista das 91 cidades da região, o que inclui Jales, teria perdido até R$ 60 milhões em vendas, a cada dia de paralisação da greve dos caminhoneiros. Ainda segundo as duas entidades, o prejuízo diário do comércio, em todo o Brasil, poderia chegar a R$ 5,4 bilhões.

 

INTERVENÇÃO JÁ

Não obstante isso, em Jales, comerciantes e comerciários marcharam juntos em apoio ao movimento que conseguiu baixar, temporariamente, o preço do diesel, enquanto gasolina, etanol, gás, etc, continuam subindo. Os caminhoneiros receberam o apoio até de jovens estudantes jalesenses, que visitaram um dos pontos de bloqueio onde se podia ver faixas pedindo “intervenção militar já”. Certamente, não foi nenhum professor de História que levou os estudantes até lá.

 

SEM BENEFÍCIOS

O industrial Francisco Florêncio de Athaide, da fábrica de refrigerantes Saboraki, foi um dos signatários do manifesto divulgado por empresários locais, no qual se chamava atenção para algumas consequências da greve e pedia bom senso aos caminhoneiros. Para piorar, o setor de refrigerantes foi um dos que teve benefícios fiscais suspensos para compensar as perdas do governo com a diminuição no preço do diesel.

 

CRÍTICAS A GILMAR

Em sua edição de quarta-feira, 30, a Folha de S.Paulo noticiou as críticas do desembargador Dimas Borelli Thomaz Júnior, do TJ-SP, ao ministro do STF, Gilmar Mendes. O detalhe é que as críticas não são assim tão recentes. Elas foram feitas em abril, durante o julgamento do processo administrativo disciplinar aberto contra o juiz da Vara Especial de Jales, Fernando Antonio de Lima.

 

COMO CONDENAR?

As críticas de Borelli ao ministro Gilmar foram registradas pelo jornal A Tribuna, em matéria sobre a sessão em que os desembargadores do TJ-SP julgaram improcedente o processo que pedia uma advertência ao juiz jalesense, por conta de entrevista concedida a um jornal local. Na ocasião, depois de criticar Gilmar por uma declaração à imprensa, Borelli perguntou aos seus colegas: “Como podemos condenar um juiz de Jales por uma entrevista a um jornal local, quando um ministro dá declarações como essa?”.

 

NO PÉ DO EX-PREFEITO

Depois de irem ao Ministério Público pedir que o ex-prefeito Humberto Parini seja responsabilizado pela dívida de quase R$ 1,3 milhão causada por uma ação irregular do petista, os vereadores Deley e Tiago Abra estão, agora, questionando a Prefeitura sobre o caso. Eles querem que o jurídico da Prefeitura ajuize uma ação de regresso contra o ex-prefeito para obriga-lo a ressarcir os cofres públicos pela dívida.

 

CONDENADO

O ex-prefeito de Dolcinópolis, José Luiz Reis Inácio de Azevedo, que está preso desde fevereiro de 2017, por conta da “Operação Catatau” da Polícia Federal, foi condenado pela Justiça de Estrela D’Oeste a 11 anos e 04 meses de prisão. Além da pena de reclusão, ele terá que indenizar a Prefeitura de Dolcinópolis em R$ 400 mil. A menos que o ex-prefeito tenha algum tesouro escondido, a municipalidade dificilmente verá a cor desse dinheiro.

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