Edição nº 1510

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BARULHO

Duas ou três coisas estão sendo esquecidas nesse rumoroso caso em que a direção da Santa Casa vem sendo criticada pelo desligamento dos aparelhos de ar condicionado dos quartos do SUS. Claro que todos nós gostamos de receber tratamento igualitário, inclusive eu, que, depois de pagar um convênio por trinta anos sou agora um usuário do SUS.

 

BOM ATENDIMENTO

Primeiro: a Santa Casa tem a obrigação de, se possível, oferecer comodidade aos seus pacientes, inclusive do SUS, mas, convenhamos sua finalidade precípua é dar um bom atendimento no sentido de recuperar a saúde dos que lá são internados. E nesse sentido, posso testemunhar que nossa Santa Casa oferece um bom atendimento.

 

VOLUNTÁRIOS

Segundo: enquanto muitos hospitais públicos estão fechando ou acumulando doentes nos corredores, nossa Santa Casa mantém-se sólida e oferecendo bons serviços, graças, seguramente, ao modo como é administrada. E, ressalte-se, administrada por alguns voluntários, que deixam seus afazeres pessoais ou abdicam de momentos de lazer com a família para se dedicar aos problemas – que não são poucos – da Santa Casa. É de se perguntar: quantos dos que estão cobrando ou criticando fariam isso?

 

56 ANOS SEM

Terceiro: nossa Santa Casa vai completar 60 anos agora em 2018 e, segundo as informações que correm, os quartos do SUS foram dotados de ar condicionado há apenas quatro anos. Ou seja, nos outros cinquenta e seis anos, os pacientes do SUS tiveram que se virar com ventiladores. E, com todo respeito aos que pensam diferente, não se tem notícia de que alguém tenha morrido de calor na Santa Casa de Jales.

 

ACIMA DO TOM

Concluindo, é compreensível que as pessoas reclamem, dentro dos limites da boa educação e do bom senso, do tratamento desigual que se deu aos mais pobres – de resto, acostumados com as agruras da desigualdade social – mas as críticas ferozes e raivosas à administração da Santa Casa, disparadas certamente por pessoas que nunca se dispuseram a praticar o voluntariado, talvez tenham ficado um pouco acima do tom.

POR CONEXÃO

Dia desses, este jornal informou que, depois de seis anos tramitando na Justiça Federal, um processo contra o ex-prefeito Parini foi encaminhado ao Fórum de Jales, sob o argumento de que a competência para julgar o caso é da Justiça Estadual. Esse não foi o único caso: um outro processo envolvendo Parini, iniciado em março de 2012, também foi remetido de volta à Justiça Estadual pela juíza federal da Vara de Jales, por conexão com o primeiro processo.

 

“REPRESENTANTES”

Matéria desta edição informa que o governador (ou ex-governador) Geraldo Alckmin está liberando dinheiro para recuperação de 40 estradas vicinais paulistas, mas a esburacada “Vitório Prandi” foi mais uma vez esquecida. Dos três deputados que se dizem representantes de Jales, apenas Itamar Borges (MDB) fingiu fazer alguma coisa. Os tucanos Analice Fernandes e Carlão Pignatari não mexeram uma palha.

 

AMBULÂNCIAS

Se depender dos vereadores Bismark (PSDB), Macetão (PP) e Zanetoni (PSB) não vão faltar ambulâncias em Jales. Os dois primeiros visitaram o gabinete da deputada Analice Fernandes, na terça-feira, 03, onde entregaram um ofício solicitando uma ambulância. No mesmo dia, Zanetoni reuniu-se com o deputado Orlando Bolçone e também pediu uma ambulância.

 

FUMAÇA

O engenheiro agrônomo Tadeu Calvoso Paulon, da Secretaria Municipal de Agricultura, concedeu interessante entrevista ao repórter Tony Ramos do Jornal do Povo (Rádio Assunção). Sem meias palavras Tadeu criticou duramente as podas de árvores realizadas em Jales. Ele deixou claro, também, que as boas colocações obtidas por Jales no Prêmio Verde-Azul, alguns anos atrás, foram baseadas em informações falsas. Segundo Tadeu, nossa Prefeitura “vendia fumaça”.

 

CONTRARIADOS

Rumores dão conta de que os conselheiros do Instituto Municipal de Previdência Social, o antigo IPASM, não estão concordando nem um pouco com o projeto enviado à Câmara pelo prefeito Flá. O projeto reduz à metade a dívida de R$ 30 milhões que a Prefeitura tem com o Instituto. Se depender, no entanto, dos vereadores, o projeto será aprovado.

 

MEIA VOLTA VOLVER

Consta que alguns vereadores não estão gostando da experiência de trocar a presidência da Câmara somente de dois em dois anos e estariam se articulando para um retorno à fórmula antiga, que previa mandato de um ano com direito a uma reeleição. O projeto que alterou o mandato presidencial para dois anos é de 2016, de autoria dos vereadores Gilbertão, Rosalino, Claudir Aranda e Tiago Abra.

 

FAZENDO ÁGUA

Falando nisso, comenta-se que o acordo feito ao final de 2016 para eleger o atual presidente, Pintinho, e que previa a eleição de Deley Vieira para ocupar a presidência da Câmara no biênio 2019/20, pode fazer água. Fontes fidedignas garantem que alguns vereadores estariam dispostos a puxar o tapete do líder do prefeito.

 

POUCAS INSCRIÇÕES

184 pessoas se inscreveram para o concurso público que vai escolher o novo contador da Câmara Municipal, mas apenas 59 delas pagaram a taxa de inscrição – de R$ 85,00 - e confirmaram o interesse em participar do certame. A Vunesp, organizadora do concurso, deve ter se decepcionado com o número de inscritos. De qualquer forma, ela vai embolsar R$ 32,2 mil para aplicar as provas.     

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