Edição nº 1498

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PREVISÃO

Um graduado servidor municipal teria comentado com amigos que a cidade deverá entrar em razoável alvoroço com a chegada dos carnês do IPTU às casas dos contribuintes. O servidor, que tem experiência na área de tributação, calcula que a “chiadeira” poderá ser grande e está aconselhando os vereadores que aprovaram o aumento a desaparecerem por um tempo, assim que começarem as reclamações.

 

MINORIA

O prefeito Flá, de seu lado, diz estar tranquilo. Ele prevê que poderá haver mesmo algumas reclamações, mas avalia que – no geral – a “chiadeira” não deverá ser tão grande assim. Flá diz que, por conta do georreferenciamento, a municipalidade enviou mais de 10.000 notificações a contribuintes e menos de 10% deles foi até a Prefeitura para reclamar. E a maior parte desses 10% teria ficado satisfeita com as explicações.

 

SEGREDO DE JUSTIÇA

A ação penal em que o vereador Luiz Henrique Viotto (PP), o Macetão, é acusado pelo Ministério Público de crime contra a lei das licitações está tramitando em segredo de justiça. Macetão até que não pode reclamar da sorte: em outras cidades, os envolvidos na operação “Arquivos Deslizantes” estão respondendo também por formação de quadrilha, o que aumenta o tempo de uma eventual pena.

 

BENS BLOQUEADOS

Por outro lado, a ação civil ajuizada contra Macetão, Renato Preto e outros personagens, também por conta da operação “Arquivos Deslizantes”, deve estar provocando arrepios ao vereador que, aparentemente, mantinha-se tranquilo até alguns dias atrás. A ficha de Macetão começou a cair depois que o juiz da 2ª Vara de Jales, Alexandre Yuri Kiataqui, determinou a indisponibilidade de bens dos envolvidos.

 

ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA

E o ex-prefeito de Dolcinópolis, José Luiz Reis Inácio de Azevedo, começou o ano acrescentando nada menos que dez novas ações à sua vasta coleção de processos. As ações por “pagamento indevido” – todas protocoladas na segunda semana de 2018 – estão sendo ajuizadas pela Prefeitura de Dolcinópolis, nas quais José Luiz é acusado de “enriquecimento sem causa”.

 

DINHEIRO DESVIADO

Os tais “pagamentos indevidos” referem-se, segundo informações extraoficiais obtidas pela coluna, aos pagamentos que teriam sido feitos a fornecedores da Prefeitura de Dolcinópolis, ao final do mandato de José Luiz. O detalhe é que os fornecedores – incluindo um supermercado de Jales – garantem que não receberam seus créditos. Ou seja, o dinheiro teria sido desviado para outras contas.

 

EX-ASSESSORES ENVOLVIDOS

A encrenca promete e, pelas informações que chegam, está só começando. Fontes garantem que ainda restam mais pagamentos sob suspeita. Por enquanto, além do ex-prefeito, estão envolvidos o ex-procurador jurídico do município, Mizael Fábio Inácio Batista, e a ex-tesoureira Natália Manente Barrado Trindade. Esta última chegou a ser presa preventivamente pela Polícia Federal na operação “Catatau”, que prendeu o ex-prefeito José Luiz. Dizem que ela agora é dona de supermercado em Guarani D’Oeste.

 

HERANÇA

Além dos problemas com fornecedores, José Luiz deixou como herança pendências junto à Secretaria Estadual de Habitação que estariam impedindo a Prefeitura de Dolcinópolis de receber nos recursos da pasta. O ex-prefeito, sabe-se lá como, conseguiu desviar cerca de R$ 120 mil de um convênio com a CDHU. Consta que o atual prefeito, Américo Ribeiro do Nascimento, já teria feito uma dezena de viagens a São Paulo para tratar do caso, mas a pendência continua.

 

PRESENTE DE GREGO

Com a aproximação das eleições de 2018, os políticos já estão tratando de alardear suas “conquistas”. O deputado estadual Carlão Pignatari (PSDB), por exemplo, distribuiu release para a imprensa festejando a cessão, pelo governo do Estado, de um prédio localizado na Rua Nove, no mesmo quarteirão do AME, que poderá, a partir de agora e pelos próximos vinte anos, ser utilizado pela Prefeitura de Jales para instalar algum órgão do município. Há quem diga, porém, que a cessão do prédio é um “presente de grego”.

 

ZONA AZUL DE VOLTA

A Prefeitura publicou, no final de dezembro, a abertura da licitação que vai escolher uma empresa especializada para cuidar da implantação da nova Área Azul. Não se tem nenhuma informação sobre eventual ampliação do número de quarteirões da chamada “Zona Azul”. Como se trata de uma concorrência – uma modalidade de licitação mais demorada – é possível que, se tudo correr bem, o novo sistema só estará implantado daqui a dois ou três meses.

 

JARDIM ELDORADO

Depois de quase um ano da assinatura do contrato, a empresa J.R.Santa Fé Pavimentação Ltda iniciou, finalmente, os serviços de recapeamento asfáltico das ruas do Jardim Eldorado. Segundo o prefeito Flá, os serviços serão executados em duas etapas e deverão recuperar quase a totalidade das ruas do bairro. Os recursos, convém lembrar, foram destinados pelo senador tucano Aloysio Nunes.

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