Edição nº 1475

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INTERDIÇÃO

O imbróglio da semana ficou por conta da interdição, pela CETESB, do espaço onde estava sendo depositado o lixo oriundo da construção civil. Um estudo teria constatado a contaminação e poluição do lençol freático do local. Como consequência da interdição, a Prefeitura interrompeu o recebimento daquele tipo de lixo, fazendo com que as famosas caçambas se acumulassem por toda a cidade.

 

REAJUSTE

A interdição terá outra consequência que afetará diretamente o bolso dos contribuintes: a taxa de R$ 21,00 que era cobrada pelas empresas do ramo de locação de caçambas passará para R$ 50,00. Mesmo assim, ela será insuficiente para cobrir as despesas que as empresas terão com o transbordo do material até seu destino final, o que vai obrigar a Prefeitura a subsidiar uma parte dos gastos.

 

EMENDA

E o ex-governador Paulo Maluf – atualmente deputado federal pelo PP - não esquece mesmo de Jales. Na semana passada, a assessoria de Maluf divulgou a liberação de uma verba de R$ 245,8 mil junto ao Ministério das Cidades, destinada ao recapeamento asfáltico de algumas vias de nossa pacata urbe. No ano passado, Maluf já tinha destinado outros R$ 250 mil.

 

REBATENDO ACUSAÇÕES

Enquanto isso, o deputado federal Fausto Pinato, também do PP, vem gastando seu tempo para se defender das acusações de que teria trocado seu voto em favor do presidente Temer pela liberação de algumas emendas parlamentares. Depois de garantir que votou “de acordo com suas convicções”, ele atacou seus críticos, a quem classificou de “petistas vagabundos” em vídeo postado em uma rede social.

 

E JALES?

Entre os dias 1° e 13 de julho, quando ocorreu a votação, o governo Temer liberou R$ 4,2 milhões em emendas para Pinato. Boa parte desses recursos – R$ 2,5 milhões – está sendo destinada por Pinato para 13 cidades da região de Araçatuba. Não se tem notícia de que Jales esteja entre as cidades beneficiadas pelas emendas de Pinato.

 

SUPER-CONTRATO

Uma empresa com sede em Urânia fechou um contrato de – pasmem! - R$ 303 milhões com a prefeitura da cidade maranhense de Açailândia, para cuidar da iluminação pública naquele município. O contrato de concessão teria validade de 35 anos, o que significa que empresa deverá faturar nada menos que R$ 8,6 milhões por ano.

 

DESCONHECIDA

A empresa, cujo endereço - Rua da Saudade, 1461, em Urânia – não foi localizado por este colunista, tinha o nome de Luzes de Urânia, mas no mês passado mudou a razão social para Luzes de Açailândia, com capital social de R$ 1 milhão. Na vizinha cidade, ninguém conhece a empresa e muito o menos o sócio Alberto Rodrigues Casasola.

 

POLÊMICA

Em Açailândia – cidade com quase 80 mil habitantes – o assunto está dando o que falar. Os adversários do prefeito Juscelino Oliveira e Silva (PCdoB) dizem que a contratação da empresa foi sacramentada sem nenhuma discussão com os contribuintes. E o que é pior: para cobrir os gastos com a contratação, o prefeito teria reajustado a famosa CIP em percentuais que variam de 100% a 2.000%.

 

NOVA LEI

A Câmara de Jales aprovou o projeto do prefeito Flávio Prandi(DEM), que estabelece a aplicação de multas aos proprietários de terrenos onde forem encontrados criadouros da dengue. Resta saber, agora, se a fiscalização será feita com rigor ou se a nova lei será apenas mais uma legislação sem efeito prático.

 

SEM MEDALHAS

Todo mundo reconhece que os tempos atuais são bicudos, inclusive para o estado mais rico da nação, mas a situação vivenciada nos Jogos Regionais deste ano, em Andradina, é no mínimo ridícula. Sob a alegação de que o governo estadual cortou recursos dos Jogos, a organização substituiu as cobiçadas medalhas de ouro, prata e bronze por certificados.

 

TEMA DE DENÚNCIA

Na denúncia contra o prefeito de Urânia, Francisco Airton Saracuza, o Ministério Público mencionou o fato de ele aplicar dinheiro no pagamento de indenizações a seus ex-assessores e, de outro lado, não pagar as contribuições devidas ao Consirj. A inadimplência da Prefeitura de Urânia junto ao Consirj foi alvo de diversas matérias em A Tribuna.

 

ABSOLVIDO

Falando no caso, um dos ex-assessores de Saracuza foi acusado de receber R$ 3,2 mil a título de verba indenizatória, mas conseguiu provar – através de extratos bancários – que nunca recebeu esse dinheiro. O ex-assessor foi absolvido sumariamente da acusação, mas continua preso por conta de outros fatos que pesam contra ele.

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