Direito de Resposta - Carlos Eduardo Pellegrini

080719160639.jpg
.

“Caros leitores do jornal A Tribuna

Tendo em vista as falsas notícias que foram divulgadas sobre a vida profissional do delegado de Polícia Federal Carlos Eduardo Pellegrini Magro, em matéria de Valdir José Cardoso publicada pelo jornal A Tribuna, vem ele apresentar resposta e esclarecimentos necessários.

O delegado Carlos Eduardo Pellegrini Magro, esclarece, com a finalidade de buscar a verdade material, sobre os fatos ocorridos em 12/04/2019, partindo de premissas, que sempre pautaram em sua carreira de Estado e acadêmica, como o esforço pleno da integridade intelectual e o alicerce da virtude.

Naquele dia, pessoa não identificada estava circulando no interior da Delegacia da Polícia Federal, local que é de acesso restrito, sendo permitido à livre circulação apenas para os servidores que são lotados na respectiva unidade e desde que estejam portando, ostensivamente e obrigatoriamente, o crachá de identificação, ou em outra hipótese, para os demais cidadãos quando autorizados pela autoridade policial ou escrivães para inquirições, interrogatórios e demais atos de investigação criminal.

Como o delegado Pellegrini e sua família foram, de fato, ameaçados em um das dezenas de operações policiais contra o crime organizado, que ocorreram ao longo de 15 anos de atividade policial do delegado, ao constatar pessoa não identificada e com suspeita de estar armada no interior da delegacia, sem a devida identificação ostensiva e obrigatória, somada ao fato de não se tratar de servidor policial da respectiva delegacia ou de outra do prédio da Superintendência, o delegado, em cumprimento ao seus deveres, abordou-a no momento em que a pessoa não identificada estava olhando para dentro de seu gabinete em atitude visivelmente suspeita.

No momento da abordagem, o delegado Pellegrini pediu a identificação da pessoa, ou seja, para ela apresentar cédula de identidade ou qualquer documento do gênero idôneo, momento em que a pessoa não identificada, de forma absoluta, se recusou a apresenta-lo, isto é, não quis se identificar de modo algum. Como tal atitude, reforçou a suspeita do delegado, foi dada a ordem manifestantemente legal para entrar em sua sala e se identificar.

Com efeito, toda ação foi registrada, de modo fidedigno, em sistema visual pelas câmeras internas da delegacia.

Após o evento, descobriu-se que a pessoa se tratava de servidor policial que tinha chegado naquele dia em missão policial de outra unidade para trabalhar naquela unidade.

Em ato contínuo, o delegado Pellegrini registrou o fato e apresentou requerimento para a chefia imediata a fim de apurar o ocorrido, oportunidade em que apresentou solicitação, a fim de manter a segurança interna do local, para que fosse reiterado a todos os servidores sobre o uso obrigatório e ostensivo de crachá de identificação, ao mesmo tempo em que também foi relatado o fato no sentido de que houve desobediência à ordem manifestamente legal de identificação, quebra de hierarquia, princípio base da instituição Polícia Federal, pelo fato de não comunicar o chefe da delegacia para tomar as providências cabíveis.

Atualmente, o fato está em apuração em sindicância da Corregedoria da Polícia Federal para investigar a desobediência a ordem manifestamente legal de se identificar, sobretudo, em local restrito, a quebra de hierarquia e, sobretudo, o vazamento de informação sigilosa interna para os meios de comunicação sem autorização.

Em relação ao uso de placa reservada, cabe informar que o delegado Pellegrini e sua família, esposa e duas filhas menores, foram alvo de ação de crime organizado pelo fato de receberem ameaças após megaoperação policial deflagrada contra quatro organizações especializadas em contrabando de cigarros e lavagem de dinheiro em postos de gasolinas.

Essas ameaças sofridas foram, à época dos fatos, comunicadas à Superintendência Regional de São Paulo e ao Setor de Inteligência Policial a fim de que fossem tomadas as providências cabíveis em relação à segurança do delegado Pellegrini e de sua família, ainda mais porque no mesmo período haviam sido assassinados agentes e psicóloga do Sistema Penitenciário Federal, além de em período pretérito também juízes que atuavam no Sistema Penitenciário Estadual, tudo a mando de violentas e perigosas organizações criminais.

O delegado Pellegrini, desse modo, utilizou de todos os meios, técnicas e estratégias ao seu alcance disponíveis para se proteger e, principalmente, assegurar a integridade de sua própria família.

Tanto o Departamento de Trânsito (DETRAN) como o Centro de Engenharia de Trânsito (CET) informaram que no período de uso da placa reservada nenhuma multa de trânsito foi registrada com aquele sinal identificador, o que comprova cabalmente que a finalidade o uso restringia-se à proteção pessoal e da família do delegado Pellegrini.

Em relação a outra ocorrência mencionada durante uma greve de funcionário da Polícia Federal, houve inversão total dos fatos, haja vista que se tratou de ocorrência na Delegacia de Plantão da Superintendência de São Paulo, onde o delegado Pellegrini agiu de forma efetiva nos termos da lei, sendo obrigado a utilizar de força necessária, para proteger uma senhora e um jovem com o fim de evitar a continuidade de agressão física feita pelos grevistas na porta de entrada da instituição, sendo a ação, inclusive, elogiada pelos seus superiores.

Essa ocorrência foi, em seguida, devidamente registrada, a qual os agressores foram indiciados, denunciados e devidamente processados criminalmente em juízo, respondendo também a processos administrativos perante a Polícia Federal.

Em relação à uma suposta briga com um escrivão da Polícia Federal, esse fato nunca existiu, não havendo, inclusive, nenhum registro de sindicância ou processo administrativo no banco de dados da Polícia Federal.

Em quinze anos de profissão, o delegado Pellegrini recebeu cinco elogios funcionais mediante apresentação de ofícios pela Diretoria de Combate ao Crime Organizado (DICOR) e uma homenagem do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e Secretaria nacional Anti-Drogas.

Recebeu também elogio funcional da Superintendência de Seguros Privados e da Caixa Econômica Federal pelos bons serviços prestados em megaoperações policiais por ele presididas.

Em relação ao seu histórico funcional, pela experiência nesta área de atuação, foi convidado pelo Ministério da Justiça para ministrar cursos de capacitação no Programa Nacional de Capacitação e Treinamento de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro para os promotores de justiça do Ministério Público Federal, oportunidade em que ministrou aulas para os promotores de Justiça do Ministério Público Estadual do Distrito Federal e Territórios, do Rio de Janeiro, Alagoas e de Pernambuco.

Dedicou-se também ao aperfeiçoamento profissional e acadêmico, nesse período, em realizar, com suas próprias expensas, o curso de pós-graduação em ciências criminais, a qual apresentou a dissertação sobre Corrupção: Lavagem de Dinheiro Público, após ingressou no programa de mestrado em Direito Penal internacional na Universidade de Granada, graças ao convênio feito com os altos estudos universitários. Após dois anos e meio, concluiu o curso com louvor ao apresentar a dissertação de Cooperação Jurídica Internacional na União Euroéia.

Nesse interregno, o delegado Pellegrini fundou e presidiu a Revista Criminal: Ensaios sobrea atividade policial, divulgando no meio acadêmico e ao público em geral mediante apoio internacional dos órgãos de classe, sendo que também escreveu dois livros: Direito Penal Transnacional e o Manual de Direito Internacional, recebendo o convite para atuar como consultor benemérito editorial da Editora Appris, com sede em Curitiba, Paraná em publicações jurídicas.

Carlos Eduardo Pellegrini”

Deixe um comentário

Parceiros

050315164829.jpg
050315165005.jpg
050315163746.jpg
050315172328.jpg
050315171824.jpg

Colunistas

Últimas Notícias

A Tribuna TV

Enquete

Para combater o mosquito que transmite Zika,Dengue e Chikungunya, os agentes de saúde devem ou não entrar nos locais com suspeita de foco mesmo sem a autorização do proprietário?



Resultados