Desativado há oito anos, Museu Histórico de Jales continua fechado

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Misturados com equipamentos e móveis, as peças, quadros e documentos estão amontoados em cantos do Museu

 

O cartorário Athaíde Antonio Cestari procurou o jornal A Tribuna, na semana passada, para reclamar do estado de abandono do Museu Histórico Municipal, localizado no Espaço Cultural “José Carlos Guisso”. Segundo Athaíde, “é uma vergonha que uma cidade do porte de Jales, que já teve uma efervescente vida cultural, trate a sua própria história e a memória de seu povo com tamanho desprezo”. Ele lembra que o Museu está fechado há mais de oito anos e, apesar de algumas promessas, continua desativado. “Eu tenho conhecimento de que professores de algumas escolas procuram a Prefeitura com o objetivo de mostrar o Museu aos seus alunos, mas são informados de que o acesso ao público está proibido. É lamentável”, diz o cartorário.

Inaugurado em dezembro de 2002, o Espaço Cultural “José Carlos Guisso” passou a abrigar o Museu Histórico Municipal, onde saudosistas e curiosos podiam matar saudades ou conhecer parte da história da cidade, contada através de objetos, quadros, fotos, maquetes, etc. Em março de 2011, o Museu de Jales foi desativado pela então primeira-dama, Rosângela Parini, para que no local fosse montada uma exposição sobre a 2ª Guerra Mundial e as bombas atômicas que caíram sobre Hiroshima e Nagasaki, no Japão. Terminada a exposição em homenagem aos 100 anos da imigração japonesa, o Museu continuou fechado e assim permanece até os dias atuais. Atualmente, quem conseguir chegar ao Museu, utilizando uma escada interna da Biblioteca Municipal, vai encontrar um cenário não tão grave quanto o cenário pós-bomba atômica de Hiroshima e Nagasaki, mas igualmente desolador.

Durante muito tempo, todo o acervo do Museu – incluindo quadros do pintor primitivista Armando Pereira da Silva e uma réplica da Igreja Bom Jesus, construída e doada pelo historiador Genésio Mendes Seixas - ficou amontoado em uma sala, nos fundos da Biblioteca Municipal. No governo da ex-prefeita Nice Mistilides, o acervo foi devolvido ao local de origem, mas continua amontoado, com peças – algumas delas danificadas -, fotos e documentos se deteriorando. Na visita que a reportagem de A Tribuna fez ao local, na quinta-feira, 23, não foi possível localizar a réplica da igreja que foi demolida em 1972 para dar lugar ao prédio do Fórum Estadual e a um supermercado.

Segundo apurou o jornal A Tribuna, a reabertura do Museu dependeria da realização de um concurso público para contratação de um museólogo, um tipo de profissional que não se encontra facilmente no mercado. Apesar desse obstáculo, a assessoria de Comunicação da Prefeitura informou ao jornal a existência de planos para a reabertura do Museu, que estariam sendo conduzidos pelo diretor de Turismo, Luiz Carlos Gonzaga. A reportagem tentou falar com o diretor na sexta-feira, 24, mas não conseguiu contato.   

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