Deputado fala sobre o convênio da merenda escolar em Jales

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O deputado Paulo Fiorilo usou a tribuna da Alesp para pedir que o governo do Estado revisse o convênio para fornecimento de merenda escolar

O deputado Paulo Fiorillo, (PT) que tem base eleitoral em Araraquara e representatividade também na região noroeste, usou o chamado “pequeno expediente” da Assembleia Legislativa de São Paulo para chamar a atenção para o fim do convênio entre o Governo do Estado e o Município de Jales para fornecimento de refeições aos estudantes da Rede Estadual. Ele sugeriu que os outros deputados com representatividade na região (Carlão Pignatari e Analice Fernandes – PSDB, e Itamar Borges – MDB) pudessem interceder para ajudar no debate. 

O pronunciamento foi feito a pedido do vereador Hilton Marques, que é do seu partido. Fiorilo pediu que o registro fosse enviado para a Câmara de Jales e para o secretário estadual de Educação, Rossielli Soares.  

Ele explicou que quando uma escola passa a operar no sistema de tempo integral, como era a proposta do Estado para a escola Dr. Euplhy Jalles, são necessárias várias adequações. Uma delas é o aumento do valor necessário para o fornecimento de merenda e transporte dos estudantes, que ficam mais tempo na instituição e fazem mais refeições. “O caso da alimentação é gravíssimo e eu gostaria de sugerir ao governo que revisse esse convênio porque o valor pago pela prefeitura é absurdo, e faz com que as prefeituras tenham dificuldades”.  

O parlamentar lembrou que várias outras cidades já não mantém o convênio e previu que muitas outras também seguirão o mesmo caminho. “Em algumas cidades, não existe convênio e o governo banca. O que vai acontecer com outras cidades que possuem o convênio? Elas devem desistir desse convênio que é sempre draconiano para a prefeitura porque a obriga a gastar mais do que ela tem. Não é só o caso da educação. O Estado passa [a responsabilidade] para as prefeituras o pagamento do aluguel das delegacias, a alimentação dos bombeiros, então é fácil governar, transferindo as atribuições sem repassar os recursos”.    

 

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