Depois de quatro anos paralisada, construção da creche é reiniciada

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Secretário da administração Flá / Garça disse que a obra não deverá sofrer novas interrupções

Iniciada em abril de 2012 e paralisada ao final daquele ano, ainda no governo Parini, a construção do novo prédio da EMEI “Antonio Di Bernardo Peres” – também conhecida como creche do Jardim São Jorge – foi, finalmente, reiniciada pela administração municipal. Atualmente, a creche funciona no prédio da antiga Casa da Criança, no Jardim Trianon, alugado pela Prefeitura por cerca de R$ 5 mil mensais. O novo prédio está sendo construído no Jardim “Maria Silveira”, na fronteira com outros dois bairros, o Bom Jesus e o Jardim Morumbi.

A continuidade da obra está sendo executada pela Construtora Trapézio Ltda, de Fernandópolis, que substituiu a Construtora WB Ltda, de Ilha Solteira, cujo contrato foi rescindido apenas ao final de 2016, depois de mais de três anos que a empreiteira paralisou a obra. A WB, que tinha firmado um contrato de R$ 655 mil para construir a creche, suspendeu as obras depois de levantar as paredes e cobri-las, alegando falta de pagamento e prejuízos com a construção. Segundo informações obtidas pelo jornal, a empresa de Ilha Solteira acabou recebendo quase a metade do valor contrato.

Durante o governo da ex-prefeita Nice Mistilides (janeiro de 2013 a fevereiro de 2015), a Prefeitura bem que tentou dar continuidade à obra, mas as três licitações abertas para contratação de uma empresa para executar o término da construção acabaram fracassando. Em julho de 2016, no governo do ex-prefeito Pedro Callado, a Prefeitura conseguiu, finalmente, concluir uma nova licitação para o término da obra. Estimada em R$ 620 mil, a conclusão da creche foi contratada com a Construtora Trapézio por R$ 560 mil, com um desconto, portanto, de R$ 60 mil. Dos R$ 560 mil que serão pagos à construtora, cerca de R$ 300 mil virão do Ministério da Educação, através do programa Pró-Infância, do FNDE. O restante será pago com recursos próprios do município.

“Nós começamos a trabalhar aqui há pouco mais de um mês e ainda não temos uma previsão para o término da obra, mas acreditamos que dessa vez não haverá novas paralisações. A nossa disposição é de tocar a obra até o seu final”, disse um dos responsáveis da empresa, que trabalhava na obra na quinta-feira, 09. De seu lado, o chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Obras, Manoel de Aro, calcula que a conclusão da obra deverá demorar de 6 a 8 meses. 

“Nós tivemos algumas dificuldades que foram todas superadas ainda no governo do doutor Callado. Encontramos e sanamos problemas de ordem administrativa, jurídica e financeira, antes de abrirmos uma nova licitação. Acredito que os obstáculos foram todos superados e que a obra não sofrerá interrupções”, disse o assessor do prefeito Flávio Prandi.

Reinício da construção de creche foi determinada pela Justiça em 2014

Em maio de 2014, ainda na administração da ex-prefeita Nice Mistilides, a Justiça – diante da falta de vagas nas creches municipais para cerca de 200 crianças, segundo reclamações de mães que procuraram o Ministério Público – determinou, em liminar, que a Prefeitura reiniciasse a obra em 60 dias. Apesar da determinação da Justiça local, somente em agosto de 2014 a então prefeita Nice Mistilides conseguiu abrir uma licitação – que não teve interessados - visando o término da creche, àquela época calculado em R$ 380 mil. 

Diante do fracasso da primeira licitação, a ex-prefeita fez uma nova tentativa em setembro de 2014, mas novamente não apareceram interessados. A terceira tentativa, depois de alguns ajustes no orçamento da obra, ocorreu em janeiro de 2015, pouco antes da cassação de Nice e, mais uma vez, nenhuma empreiteira compareceu à licitação. Com a posse de Callado, a Secretaria de Obras providenciou uma nova planilha orçamentária que estimou a conclusão da obra em R$ 620 mil.  

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