Delegado divulga orientações contra golpe pelo whatsApp

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O delegado Higor Vinicius Nogueira Jorge, elaborou uma série de orientações para utilização segura do WathsApp

 

Atento às notícias que indicam aumento de golpes aplicados através do aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp (crime de estelionato, furto mediante fraude ou falsa identidade), o delegado de polícia Higor Vinicius Nogueira Jorge, da Seccional de Polícia Civil de Jales, elaborou uma série de orientações para utilização segura do aplicativo e de como prevenir a clonagem da sua conta e o que fazer se você for vítima.

Entre os títulos que possui, o policial é membro da Associação Internacional de Investigação de Crimes de Alta Tecnologia (HTCIA); professor dos cursos de formação e aperfeiçoamento da Academia de Polícia do Estado de São Paulo; professor de inteligência cibernética da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) do Ministério da Justiça.

Higor Nogueira Jorge explicou que geralmente o crime é praticado porque o criminoso, em conluio com funcionários de operadoras ou em posse de documentos falsos da vítima, pratica a fraude eletrônica denominada “SIM Swap” que consiste em subtrair a linha do chip da vítima, que passa a ser utilizada pelo criminoso.

Assim, o delinquente subtrai (clona) o número de celular da vítima, habilita a conta do WhatsApp da vítima no seu celular e passa a pedir dinheiro para todos os seus contatos.

Uma das medidas de segurança reside em ativar a verificação em duas etapas (autenticação de dois fatores) do WhatsApp, que permitirá cadastrar um e-mail e um PIN de seis dígitos que será exigido sempre que for necessário verificar a conta.

Nessa opção, é importante memorizar o PIN cadastrado e saber que constantemente o usuário terá que inserir o PIN para utilizar o aplicativo e, se for necessário, futuramente, precisará do e-mail para restaurar sua conta. A Verificação em duas etapas é um recurso opcional para adicionar ainda mais segurança à sua conta. Ao ativar a verificação em duas etapas, qualquer tentativa de verificação do seu número de telefone no WhatsApp terá de ser acompanhada por um PIN de seis dígitos criado por você através deste recurso.

ENGENHARIA SOCIAL

É a utilização de um conjunto de técnicas destinadas a ludibriar a vítima, de forma que ela acredite nas informações prestadas e se convença a fornecer dados pessoais nos quais o criminoso tenha interesse ou a executar alguma tarefa ou aplicativo. Cabe destacar que geralmente os criminosos simulam fazer parte de determinada instituição confiável, como bancos, sites de grandes lojas, órgãos do governo ou outros órgãos públicos para que a vítima confie nos falsos dados apresentados, o que, na verdade, será a isca para que sejam fornecidas as informações.

Enquanto certas ameaças cibernéticas utilizam vulnerabilidades localizadas em uma rede ou servidor, na engenharia social o criminoso concentra-se nas vulnerabilidades que por ventura a vítima possa ter ou apresentar frente a determinadas situações do seu cotidiano. Nestas situações o ponto falho é a falta de conscientização do usuário de computador sobre os perigos de acreditar em todas as informações que chegam até ele.

Um exemplo, de acordo com o delegado, é quando a vítima recebe uma mensagem por um aplicativo de comunicações com a informações de que foi sorteada e ganhou um bem valioso. A comunicação pede que ela confirme um código que foi enviado para o celular dela, via SMS, para poder receber prêmio.

Assim que a vítima informa o código de confirmação, a sua conta de WhatsApp será clonada.

Outra fraude muito comum atinge aqueles que utilizam plataformas de vendas pela internet. O vendedor recebe mensagem da suposta plataforma de comércio eletrônico, como Mercado Livre, Olx ou Webmotors, sendo informado que seu anúncio será excluído caso não informe um código que receberá nos próximos minutos. Em seguida, o criminoso tenta instalar em seu celular uma conta de WhatsApp com o número da vítima, que recebe o código via SMS e o informa ao criminoso que, em posse do código, passa a utilizar o WhatsApp da vítima e, se ela tiver backup, ainda recupera suas informações para pedir dinheiro para todos seus contatos.

Geralmente a vítima percebe que não consegue mais utilizar sua conta de Telefone/WhatsApp ou é avisada por pessoas que sua conta está sendo utilizada para pedir dinheiro em seu nome.

Nessas situações, se o número de celular foi subtraído, é necessário se dirigir a empresa de telefonia para que o seu número seja devolvido e, por consequência, seja possível voltar a utilizar o WhatsApp.

Caso não for possível se dirigir a operadora de telefonia, é

recomendável solicitar o bloqueio do número de telefone. Com o número de telefone bloqueado, o criminoso não conseguirá verificar a conta no telefone, em razão de não receber o código por SMS ou ligação telefônica. Segundo informações oriundas do WhatsApp, a empresa não consegue localizar o aparelho subtraído, nem desativar o WhatsApp por intermédio de outro aparelho.

É importante esclarecer que, caso possua backup do WhatsApp no Google Drive, iCloud ou OneDrive, a vítima pode restaurar o histórico de conversas. A medida é realizada exclusivamente pela vítima, tendo em vista que o WhatsApp não tem acesso aos referidos backups.

Cabe informar que, de acordo com a empresa, quando a conta é desativada, ela não será completamente apagada; seus contatos ainda poderão ver o seu perfil; poderão enviar mensagens para você, e essas mensagens permanecerão pendentes por até 30 dias.

Se você reativar a sua conta antes que ela seja apagada, você receberá as mensagens pendentes no seu novo aparelho e permanecerá nas conversas em grupo de qual fazia parte. Se a sua conta não for reativada dentro de 30 dias, ela será completamente apagada.

PROCURE A POLÍCIA

Caso o usuário do WhatsApp for vítima de crime ele deve procurar uma Delegacia de Polícia onde será elaborado um Boletim de Ocorrência sobre os fatos e terá início a investigação criminal tecnológica sobre o delito.

Além disso, é importante apresentar o maior número possível de informações e evidências sobre os fatos e informar para os policiais civis o número do telefone/WhatsApp que foi subtraído, as datas que percebeu que o fato ocorreu e, nos casos que o criminoso se passou pela vítima para auferir dinheiro de conhecidos, os nomes dos conhecidos que tenham realizado as transferências bancárias, pensando tratar-se da vítima, além de cópias das conversas mantidas entre eles e dos comprovantes das transferências.

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